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Há uma matilha de cães na cobertura do MAAT

16 mai, 2019 - 08:36 • Redação

"Romy and the dogs" é o título desta instalação apresentada no quadro de cinco novas exposições inauguradas no museu de Belém.
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Pela primeira vez, a cobertura do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém, é palco de uma instalação para interpelar os visitantes. O desafio é lançado ao artista Xavier Veilhan, que colocou uma matilha de cães no topo do edifício.

"Romy and the dogs" é o título desta instalação do artista francês que foi hoje apresentada aos jornalistas, no quadro de cinco exposições que abrem ao público na quinta-feira.

Além desta, o MAAT apresenta obras de Jesper Just, na Galeria Oval, Carla Filipe, no Project Room, Pedro Tudela, na Sala das Caldeiras, e os seis finalistas do Prémio Novos Artistas Fundação EDP, na Central 1.

Pedro Gadanho, diretor do MAAT, disse, antes da visita, que foram duas as razões para inaugurar um tão grande número de exposições: uma delas prende-se com a realização da ARCOlisboa - Feira Internacional de Arte Contemporânea, que é hoje inaugurada oficialmente na Cordoaria Nacional.

"Sabemos que esta é uma altura em que a ARCOlisboa atrai muito público, e é uma oportunidade para o MAAT apresentar também novas exposições, numa semana tão intensa para a arte contemporânea, na capital", disse o diretor.

A outra razão, disse Pedro Gadanho, prende-se com a sua saída, em breve, da instituição museológica que ajudou a criar de raiz, e que deverá passar o testemunho a uma nova direção, a partir do final de junho.

"Vou sair e queria anunciá-lo publicamente. Estou orgulhoso de ter contribuído para colocar o MAAT no mapa internacional da arte contemporânea", comentou.

No interior do edifício, foi também apresentada a nova instalação criada para a Sala Oval, que acolhe, até 2 de setembro, uma exposição do artista dinamarquês Jesper Just, com curadoria de Pedro Gadanho e de Irene Campolmi.

"Servitudes - Circuits (Interpassivities)" usa a arquitetura expositiva como um meio que dialoga com projeções de vídeo, e, de forma performativa, altera a perceção e a fisicalidade dos espaços expositivos, obstruindo o fluxo habitual dos visitantes do Museu.

Pedro Tudela, nascido em Viseu, em 1962, apresenta a exposição "awdiˈtɔrju" - transcrição fonética da palavra auditório - na Sala das Caldeiras até 13 de outubro, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez.

Todo o espaço da Sala das Caldeiras foi transformado numa espécie de palco de uma experiência imersiva, que conjuga uma peça de som, com uma escultura e duas instalações.

Carla Filipe apresenta, no Project Room, a exposição "Amanhã não há arte", até 9 de setembro, com curadoria de João Mourão e Luís Silva.

Trata-se de uma exposição que dá continuidade à pesquisa de Carla Filipe em torno das estratégias visuais e gráficas utilizadas pelo discurso político, em particular o cartaz reivindicativo.

Entre quinta-feira e domingo – período da ARCOlisboa – o MAAT vai realizar conversas, performances e apresentações de livros.

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