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Europeias 2019

Santana Lopes e Paulo Sande envolvidos em acidente de carro

15 mai, 2019 - 17:56 • Redação com Lusa

Cabeça de lista do partido diz que carro em que seguiam capotou "várias vezes" e aponta cansaço como possível causa do acidente.
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O presidente do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, e o cabeça de lista do mesmo partido às eleições europeias, Paulo Sande, ficaram feridos esta quarta-feira num acidente de viação, confirmou fonte da candidatura.

De acordo com a mesma fonte, o acidente aconteceu na autoestrada 1 (A1), na zona de Leiria, quando seguiam para Lisboa após um evento de campanha em Coimbra.

Pelas 17h30, indicou a fonte, Pedro Santana Lopes estava “encarcerado dentro do carro". Cerca de uma hora depois, foi avançado que Santana Lopes já estava a ser transportado de helicóptero para o Hospital de Coimbra, com a mesma fonte de campanha a garantir que "não corre perigo de vida".

O recurso ao transporte por helicóptero dever-se-á, não à gravidade da situação, mas ao facto de ser difícil chegar ao hospital de Coimbra em hora de ponta.

Paulo Sande adiantou que o acidente aconteceu ao quilómetro 136 da A1, no sentido Coimbra-Lisboa. O candidato disse que se encontra bem, "apesar do susto", mas que Santana Lopes foi imobilizado com um colar cervical, por se ter queixado de "dores no peito" e por apresentar ligeiros ferimentos na cabeça.

Por uma questão de precaução, também Paulo Sande foi transportado de ambulância para ser observado no Hospital de Coimbra. De acordo com o cabeça de lista do Aliança, a viatura em que se seguiam capotou "várias vezes".

O presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, poderá ter sofrido um traumatismo torácico e o candidato às europeias, Paulo Sande, um traumatismo craniano, segundo os médicos do INEM que hoje os assistiram no local do acidente rodoviário.

Santana Lopes e Paulo Sande com situação clínica “estável e favorável”

A situação clínica do presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, e do cabeça de lista às eleições europeias, Paulo Sande, é "estável e favorável", informou o partido em comunicado.

"De acordo com as mais recentes informações disponibilizadas pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a situação clínica de ambos é estável e favorável", informa a Comissão Executiva da Aliança, acrescentando que "havendo nova informação", relativamente ao estado clínico, a mesma será prestada pelo partido.

A Aliança refere também que a agenda de campanha eleitoral de ambos se encontra suspensa e que irá ser "retomada logo que o quadro clínico o permita".

"Entretanto, a Aliança continuará as ações previstas, aguardando que estes se juntem às mesmas, com redobradas forças, com a maior brevidade possível", lê-se na nota, na qual o partido "agradece a atuação das equipas de socorro que estiveram no local, dos médicos e enfermeiros que incansavelmente têm acompanhado" Pedro Santana Lopes e Paulo Sande.

O partido agradece também as "inúmeras mensagens de todos os militantes, simpatizantes, amigos e representantes de outras forças políticas que, nesta hora, se unem em solidariedade no desejo de rápida recuperação".

Paulo Sande já teve alta do hospital e aponta cansaço como possível causa do acidente

O cabeça de lista da Aliança às eleições europeias, Paulo Sande, já saiu dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde deu entrada esta tarde na sequência de um acidente rodoviário, tendo admitido o cansaço como uma possível causa.

À saída do hospital e com a camisa manchada de sangue, Paulo Sande disse aos jornalistas, pelas 22:15, que ele e Santana Lopes estiveram "a fazer exames".

"Despistaram tudo o possível e, aparentemente, está tudo bem", afirmou, notando que "no final disto tudo, não passou de um grande susto".

Apesar de o candidato ter tido alta, "Pedro Santana Lopes continua no hospital", uma vez que, segundo Paulo Sande, "está mais dorido", mas o cabeça de lista espera que o líder do partido "também saia ainda hoje".

Questionado sobre o que terá provocado o acidente, o candidato a eurodeputado admitiu que possa "ter sido fadiga".

"Hoje levantámo-nos às cinco da manhã nos Açores, e depois o dia inteiro de grande pressão que temos, sobretudo na sequência de muitos dias em que isto está a ser feito, este tipo de vida, este ritmo, esta pressão, acaba por gastar as pessoas, e é normal que tenha havido, é possível, mas não sei", salientou.


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