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“Todo o ganho de emprego em 2019 foi com contratos permanentes”, diz Centeno

15 mai, 2019 - 17:01 • Sandra Afonso , Filipe d'Avillez

Falando no Parlamento, o ministro das Finanças contesta os números da oposição em relação à economia e elenca o que diz serem as conquistas da atual legislatura.
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Todos os contratos de trabalho assinados no início do ano são permanentes, disse esta quarta-feira Mário Centeno.

Segundo o ministro das Finanças, que esta quarta-feira está a ser ouvido no Parlamento, nos últimos três anos diminuíram em 240 mil as famílias com desempregados: “Hoje há menos 240 mil famílias em Portugal que tenham no seu agregado um desempregado, e são menos 90 mil famílias face ao início de 2016 em que todos os membros estavam desempregados. Eram 180 mil há três anos, são 90 mil hoje.”

“Os trabalhadores que recebem salário aumentaram 9% desde 2015, são mais 370 mil portugueses com emprego hoje, face ao início da legislatura. A população ativa aumentou 0,7% neste período, o que não ocorria desde 2010.”

“Desde 2016, 90% do ganho de emprego em Portugal é trabalho assalariado e, destes, 86% têm um contrato sem termo. Na realidade, 100% do ganho de emprego obtido no primeiro trimestre de 2019 foi com contratos permanentes”, clarificou ainda o ministro.

Mário Centeno rejeitou ainda as leituras da oposição, sobre os números da economia.

No dia em que o INE avançou que a economia acelerou no primeiro trimestre – um crescimento de meio ponto percentual, animado pelo investimento – e em ano de eleições, o ministro pede à oposição que seja séria: “Todos temos que ser sérios e responsáveis, em especial em ano de eleições. Iniciámos esta legislatura ao som de uma banda desenhada, que ora tinha gráficos em queda, que nunca mais se viram, ora referências ao desastre e ao dilúvio.”

“Anunciaram a desaceleração do crescimento do PIB, mas erraram: o PIB cresceu mais nesta legislatura do que em qualquer outro período deste século e no primeiro trimestre deste ano voltou a acelerar”, afirmou.

Centeno lembrou ainda que este Governo dedicou mais 800 milhões ao investimento público do que o anterior Executivo, uma ideia já deixada na entrevista à Renascença. Mas estes 800 milhões não devem ser confundidos com os outros 800 milhões, a despesa anual que a oposição queria aprovar durante a crise dos professores, diz.

Centeno confirmou ainda o valor injetado este mês no Novo Banco, 1.149 milhões, a quantia pedida pela administração:

As duas injeções de capital do fundo de resolução no Novo Banco correspondem a 1941 milhões de euros. Na segunda estava previsto 400 milhões e foram 1149, mas as perdas totais do Novo Banco em 2017 e 2018 somam 2662 milhões de euros, ou seja, muito superior àquilo que foi a injeção de capital até ao momento no Novo Banco.

O Ministro das Finanças já tinha avançado que a injeção de capital estava concluída, como previsto, só não confirmou na altura o montante.

Hoje, no Parlamento, garantiu que o Fundo de Resolução entregou a quantia pedida, que ainda assim fica abaixo das perdas registadas.


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