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Professores. Marcelo justifica silêncio com “necessidade de estar calado”

13 mai, 2019 - 16:55 • Filipe d'Avillez

Sem comentar diretamente o caso da chamada Lei dos Professores, Marcelo disse que não comenta questões que possam pesar na campanha eleitoral.
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O Presidente da República justificou esta segunda-feira o seu silêncio dos últimos dez dias com a “necessidade de estar calado”.

Marcelo diz que se "deparou com a crise" da possível demissão do Governo ao chegar da China e que se manteve em silêncio para manter "mãos livres" caso tivesse de intervir.

"Os portugueses percebem perfeitamente que tudo o que eu dissesse naquele período acabava por limitar o meu espaço de liberdade", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo recusou responder a todas as perguntas diretas, feitas por jornalistas à margem de um evento na Fundação Champalimaud, sobre a chamada Lei dos Professores, que motivou uma crise política, com António Costa a ameaçar com a demissão do Governo caso a oposição votasse para aprovar a recuperação integral do tempo de serviço congelado. O Presidente disse que não comentava publicamente questões da agenda política e que fazem parte da campanha eleitoral.

Contudo, quando questionado sobre se tinha saudades de ter uma agenda pública, o presidente começou por brincar, dizendo que só tinha saudades de ver os próprios jornalistas, mas depois acrescentou. “Os portugueses têm de se habituar a que quem intervém muitas vezes não o faz por uma mania, por estilo ou obsessão. Fá-lo por necessidade.”

“E quando entende que a necessidade impõe estar calado uma, duas ou três semanas, tão depressa está calado como falava todos os dias”, concluiu.

Durante a sua conversa com os jornalistas, o Presidente comentou ainda, embora de forma geral, o caso Berardo.

[Notícia atualizada às 17h22]


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  • Farsante
    13 mai, 2019 Circo Portugal 18:48
    O bando de invejosos, de mesquinhos com dor de cotovelo, aqueles que não suportam ver o vizinho chegar primeiro à meta, mesmo que a meta seja também para eles, mais os blogueiros encartados do governo, os lambe-botas, os comentadores arregimentados da ordem, compreendem-no perfeitamente. Os professores e os decentes, aqueles com dois dedos de testa que pensam pela sua cabeça e não são Maria-vai-com-as-outras, percebem mas é de que lado você está.
  • Prof sindicalizado
    13 mai, 2019 6 de out 18:14
    Olha, olha: o "Morto" regressou do Além ... E vem com piadas novas ...
  • Cidadao
    13 mai, 2019 Lisboa 18:13
    Ao optar pelo silêncio - quando por dá cá aquela palha, aparece a botar faladura, até em programas de apresentadores de TV - numa altura muito séria para uma classe profissional que os invejosos mesquinhos com dor de cotovelo, e os comentaristas assalariados vilipendiam, mas que se não fosse essa classe, não estavam onde estão - Onde começam médicos, enfermeiros, engenheiros, doutores e todos os outros? Não é nas mãos de professores? - prestou um péssimo serviço e porque não dizê-lo , "pisou na bola". Pode apresentar variantes, desculpas, justificações, mas isso já fez Rui Rio e tal como ele, não convencerá muito gente. Os Professores, pelo menos não convencerá, pois para eles, o actual presidente fêz a sua escolha. E não os escolheu a eles. Nem ao País, pois se o tivesse feito não permitia sucessivas transferências de milhares de milhões para a Banca, nem toleraria o circo dos últimos dias que sabe-se agora mais não foi que uma caça ao voto. Escolheu o governo e a farsa montada por António Costa. É pena.
  • Professor
    13 mai, 2019 5 de out 18:02
    Pode dizer o que quiser, e repetir isso até à exaustão - di-lo-à tantas vezes que até é capaz de começar a acreditar que foi mesmo por isso ... - mas ficou bem patente para "os portugueses", de que lado é que esteve esteve, "professor" Marcelo. E não foi do lado dos professores. Pena é não estar do lado dos "portugueses" quando o governo envia para a Banca 23 000 Milhões de Euros do impostos desses portugueses. Mas claro, este povinho de invejosos mesquinhos, com dor de cotovelo, que não podem ver o vizinho "com uma camisa lavada", vai engolir essa conversa de "limitar o meu espaço de liberdade", e de manter "mãos livres" caso tivesse de intervir, como se fosse um torrão de açúcar. Mas olhe que não engana toda a gente. Pelo menos 140 000, não se deixam enganar. Duas vezes.