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Papa exorta macedónios a não esquecer o exemplo de Santa Teresa de Calcutá

07 mai, 2019 - 17:20 • Aura Miguel , Filipe d'Avillez

Francisco disse à pequena comunidade católica para não se preocupar com a escassez de números e para procurar a força nas raízes.

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O Papa Francisco terminou esta terça-feira a sua visita aos Balcãs com uma visita relâmpago à Macedónia onde exortou os católicos a não esquecerem o exemplo da santa Madre Teresa de Calcutá, natural daquele país.

“Pensai em Madre Teresa! Quando morava aqui, não podia imaginar como haveria de ser a sua vida, mas não cessou de sonhar e esforçar-se sempre por procurar descobrir o rosto do seu grande amor, Jesus, em todos aqueles que estavam à beira de estrada.”, disse Francisco, num encontro com os jovens católicos.

“Sonhou em grande e, por isso, também amou em grande. Tinha os pés bem firmes aqui, na sua terra, mas não estava ociosa. Queria ser ‘um lápis nas mãos de Deus’. Tal era o seu sonho artesanal. Ofereceu-o a Deus, acreditou nele, sofreu por ele, nunca desistiu dele. E, com aquele lápis, Deus começou a escrever páginas inéditas e estupendas.”

“Cada um de vós, como Madre Teresa, é chamado a trabalhar com as próprias mãos, a tomar a vida a sério, para fazer dela algo de bom”, disse Francisco.

Mais tarde, num encontro com religiosos, voltou novamente ao tema. “Não quero abusar da imagem de Madre Teresa, mas esta terra soube dar ao mundo e à Igreja, precisamente nela, um sinal concreto de como a precariedade duma pessoa, ungida pelo Senhor, tenha sido capaz de impregnar tudo, quando o perfume das Bem-aventuranças se espalha sobre os pés cansados da nossa humanidade.”

“Quantos foram tranquilizados pela ternura do seu olhar, confortados pelas suas carícias, levantados pela sua esperança e alimentados pela coragem da sua fé, capaz de fazer sentir aos mais abandonados que não estavam abandonados por Deus!”

Francisco evocou a imagem de Madre Teresa precisamente para mostrar aos presentes que não devem preocupar-se com o facto de serem poucos. “Há situações – e não são poucas – em que sentimos necessidade de fazer contas à vida: começamos a olhar quantos somos... e somos poucos; os meios que temos... e são poucos; depois vemos a quantidade de casas e obras a sustentar... e são demasiadas! Poderíamos continuar a enumerar as múltiplas realidades em que experimentamos a precariedade dos recursos que temos à disposição para levar por diante o mandato missionário que nos foi confiado.”

Antes, aos jovens, tinha dado como remédio para esta sensação de pequenez, um ditado popular, convidando-os a procurar força nas suas raízes “Não esqueçamos o provérbio segundo o qual um anão pode ver mais longe estando aos ombros dum gigante. Desta forma, adquirireis uma visão que nunca alcançastes até agora. Entrai na sabedoria do vosso povo, da vossa gente, sem vergonha nem complexos, e encontrareis uma fonte de criatividade inesperada que tudo preencherá, permitindo-vos ver estradas onde outros veem muros, possibilidades onde outros veem perigo, ressurreição onde muitos anunciam apenas morte.”

Francisco regressa esta noite a Roma, depois de uma viagem que começou no domingo e o levou primeiro à Bulgária e apenas esta terça-feira à Macedónia

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