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Cristas demarca-se do caso da “passadeira arco-íris”

02 mai, 2019 - 16:32 • Eunice Lourenço

Presidente do CDS enviou mensagem aos militantes em que lamenta o sucedido.

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A presidente do CDS, Assunção Cristas, decidiu demarcar-se do caso da “passadeira arco-íris”, uma proposta dos representantes do sue partido na Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa, que estava a motivar críticas internas e várias manifestações de opinião nas redes sociais. Em mensagem enviada aos militantes, Cristas diz que nada teve a ver com tal iniciativa.

Os representantes do CDS fizeram uma proposta para que duas passadeiras da Avenida Almirante Reis fossem pintadas com as cores do arco-iris no dia 17 deste mês para assinalar a data em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças.

A proposta, que foi divulgada pelo CDS de Arroios no Facebook, não caiu bem em alguns setores do partido e tem vindo a gerar diversos comentários nas redes sociais.

Agora, Cristas lamenta o sucedido e garante que não voltará a acontecer, considerando que “a defesa da não discriminação de qualquer pessoa, que como humanistas perfilhamos, encontra formas mais adequadas de ação”.

No seu comunicado, a presidente do CDS começa por dizer que se tratou de uma “uma recomendação, sem carácter vinculativo, apresentada pelos eleitos pelo CDS em Arroios” e esclarece que não foi dado conhecimento prévio nem à direção do partido, nem sequer à concelhia de Lisboa do CDS. Cristas e o líder da concelhia, Diogo Moura, que também assina o comunicado, “não tiveram qualquer conhecimento prévio e muito menos assentiram”, como fazem questão de dizer

“O CDS não se revê neste tipo de iniciativas e a estrutura concelhia de Lisboa garantirá que situações destas não tornem a ocorrer”, concluem, numa carta que termina “com um beijinho e um abraço” aos militantes.

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  • me too
    02 mai, 2019 18:19
    «... a estrutura concelhia de Lisboa garantirá que situações destas não tornem a ocorrer ...» Claro! Há uma acção extremamente simples: «olho da rua». Um Chefe não pode ter cães a morder-lhe as canelas.

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