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Portuguesa que perdeu o marido nos atentados no Sri Lanka já regressou a Portugal

22 abr, 2019 - 19:14 • Lusa

O processo de trasladação do corpo do marido, que morreu numa explosão no hotel Kingsbury onde o casal estava alojado, em Colombo, "está a ser acompanhado pelo Estado português, em diálogo com a família".
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A cidadã portuguesa que perdeu o marido na sequência dos atentados ocorridos no domingo no Sri Lanka, já regressou a Portugal, confirmou à Lusa fonte da secretaria de Estado das Comunidades.

"O Estado português prestou apoio consular à cidadã através da ação da cônsul honorária de Portugal em Colombo e da embaixada em Nova Deli. Apoiou também o seu regresso a Portugal e na ocasião da sua chegada ao país", adiantou a mesma fonte.

O processo de trasladação do corpo do marido, que morreu numa explosão no hotel Kingsbury onde o casal estava alojado, em Colombo, "está a ser acompanhado pelo Estado português, em diálogo com a família".

Segundo a secretaria de Estado das Comunidades, 35 portugueses contactaram os serviços consulares nacionais após os atentados ocorridos no domingo, no Sri Lanka, para dizerem que estão bem e transmitir informações sobre a sua intenção de regressar a Portugal ou permanecer no país asiático.

Os pedidos de ajuda estão a ser recebidos maioritariamente pelo Gabinete de Emergência Consular (em Lisboa) e os cidadãos "têm sido informados dos procedimentos que devem ter em conta", incluindo a consulta ao Portal das Comunidades, onde constam recomendação para os viajantes.

O aeroporto de Colombo, a capital do Sri Lanka, está em funcionamento pelo que é possível sair do país.

Em 2018 visitaram esta ilha 5900 cidadãos residentes em Portugal.

As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais o português, recém-casado, residente em Viseu, e provocaram 500 feridos.

A cidade de Colombo foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 8h45 de domingo (3h15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Pelo menos 24 pessoas relacionadas com os ataques foram já detidas.


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