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Conferência Episcopal acusa regime de Maduro de crimes contra a humanidade

03 abr, 2019 - 17:41 • Ecclesia

Igreja Católica denuncia violações de Direitos Humanos e alertam para consequências de sucessivos “apagões”.

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A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) denunciou em conferência de imprensa a existência de violações aos Direitos Humanos no país, acusando o regime presidido por Nicolás Maduro de “crimes contra a humanidade”.

Em nota oficial, enviada esta quarta-feira à Agência Ecclesia, os bispos católicos elencam situações relativas a “assassinato e repressão” de indígenas, “deportação forçada” de colombianos e venezuelanos, “prisão ou violação grave de liberdade física”, tortura contra presos “por motivos políticos” e a “imposição intencional” de privação de alimentos e medicamentos à população.

O documento fala em situação de “sequestros” com autorização ou conhecimento do Estado, alertando para a “gravidade da situação”, no que diz respeito à violação dos Direitos Humanos.

“Lamentavelmente, isto acontece na nossa pátria sob o olhar complacente das autoridades, que deveriam velar pelo reto cumprimento e a defesa dos Direitos Humanos”, pode ler-se.

A CEV aponta ainda o dedo à atuação dos chamados “coletivos”, brigadas paramilitares que contam com apoio do regime, considerando “grave, ilegal e irresponsável” que estes sejam chamados para “reprimir” manifestações de protesto.

“O povo está cansado de tantos enganos”, aponta o episcopado católico.

A nota evoca as consequências dos sucessivos “apagões” e da “falta de água potável”, admitindo que situação venha a ter “um caráter catastrófico”, perante a inoperância do Governo.

A ingovernabilidade tem a sua raiz na ilegitimidade do regime. É necessário reconhecer a legitimidade jurídica e moral da Assembleia Nacional para empreender caminhos de entendimento e solução”.

A CEV sustenta que “é hora para a mudança exigida pela imensa maioria dos venezuelanos”, concluindo com novo alerta: “Não há tempo a perder”.

Cerca de 50 países da comunidade internacional, incluindo Portugal, reconheceram o opositor e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela, negando a legitimidade do governo liderado por Nicolás Maduro.

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