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Theresa May pede aos deputados que apoiem o acordo de "forma pragmática"

17 mar, 2019 - 10:36 • Lusa

Em duas ocasiões - uma em janeiro e outra em março - os deputados, entre eles os "tories" (conservadores), rejeitaram o pacto por esmagadora maioria. May tenta mais uma vez.
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A primeira-ministra britânica, Theresa May, pediu este domingo aos deputados que apoiem o ‘Brexit’ de “forma pragmática" na próxima votação, caso contrário, advertiu, demorará muitos meses até o Reino Unido deixar a União Europeia (UE).

A chefe do Governo apresentará esta semana, pela terceira vez, o tratado negociado com Bruxelas sobre a retirada britânica da União Europeia (UE) e, se for aprovado, pedirá ao bloco europeu uma prorrogação do ‘Brexit’ até 30 de junho, mas se o texto não superar o procedimento parlamentar, espera-se que o atraso seja muito mais prolongado, escreve a agência espanhola Efe.

Num artigo hoje publicado no “The Sunday Telegraph”, Theresa May afirma que uma extensão curta não é "o resultado ideal”.

“Não é o resultado ideal (pois) poderíamos e deveríamos ter deixado a UE em 29 de março. Mas é algo que o povo britânico aceitaria se isso levasse a cumprir o 'Brexit’”, afirma a líder conservadora.

A alternativa pode ser "muito pior", escreve Theresa May, advertindo que, se houver um atraso prolongado do "Brexit", o Reino Unido terá que participar nas eleições europeias em maio.

Em duas ocasiões - uma em janeiro e outra em março - os deputados, entre eles os "tories" (conservadores), rejeitaram o pacto por esmagadora maioria.

Unidade patriótica, apela May

No artigo hoje publicado, May destaca a importância de os deputados mostrarem unidade como "democratas e patriotas" e de que, de “forma pragmática, façam os compromissos honrosos necessários para superar a divisão" e olhem para o futuro.

O parlamento britânico aprovou na quinta-feira uma moção do Governo da primeira-ministra no sentido de pedir a Bruxelas um adiamento do 'Brexit’, marcado para 29 de março.

Os deputados britânicos apoiaram uma moção governamental nos termos da qual o Governo solicitará uma extensão do prazo previsto no Artigo 50 do Tratado de Lisboa até 30 de junho, se o parlamento aprovar um acordo de ‘Brexit’ até 20 de março – véspera do Conselho Europeu em que os líderes da UE se pronunciarão sobre a matéria, que exige unanimidade -, ou por um período mais longo, caso não haja acordo.

Apesar de dois chumbos, May quer submeter o seu acordo de saída da UE a votação pela terceira vez na próxima semana, dia 20 de março, e espera até lá convencer os colegas conservadores eurocéticos e os seus aliados parlamentares do Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte a votarem a favor, em vez de correrem o risco de, com o adiamento, não chegar a haver ‘Brexit’.

Quanto à hipótese de pedir a prorrogação do Artigo 50 para realizar um segundo referendo no Reino Unido (depois do de 2016), foi chumbada por uma larga margem, 249 votos (85 a favor e 334 contra), e com a abstenção de muitos trabalhistas e alguns conservadores, pelo que esse cenário ficou igualmente afastado.

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  • FERNANDO MACHADO
    17 mar, 2019 PORTO 11:51
    ESTOU EM QUERER QUE OS NOSSOS VELHOS ALIADOS, VÃO DECIDIR O MELHOR, OU SEJA, SAIR DESTA (DES)UNIÃO EUROPEIA, A CAIR DE PODRE. O QUE SE PASSA EM FRANÇA, COM UM GOVERNO SEM AUTORIDADE NEM MORAL PARA RESOLVER A SITUAÇÃO DOS CHAMADOS COLETES AMARELOS E OUTROS PAÍSES A ASSOBIAR PARA O LADO....