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A breve história de Éder Militão no FC Porto

14 mar, 2019 - 12:27 • Eduardo Soares da Silva

34 jogos, três golos, um castigo e duas posições. Militão chegou, viu e venceu de dragão ao peito, e rumará ao Real Madrid no final da temporada, clube que vai representar nas próximas seis épocas.
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É oficial. Depois de muita especulação, FC Porto e Real Madrid anunciaram o acordo para a venda do central Éder Militão, pela elevada quantia de 50 milhões de euros. O brasileiro chegou à cidade Invicta no dia 7 de agosto, e o seu percurso de dragão ao peito é marcado maioritariamente pelo sucesso e afirmação desportiva, mas também alguns percalços.

Em último ano de contrato com o São Paulo, o FC Porto investiu 8,5 milhões de euros - a transferência mais cara da temporada - na contratação de Éder Militão, um defesa polivalente, capaz de desempenhar as posições de defesa direito, central e ainda médio defensivo.

Depois de um breve período de adaptação, em que o eixo defensivo do FC Porto foi composto pela Felipe e Diogo Leite, Militão fez a sua estreia com a camisola azul e branca na quarta jornada da I Liga, no dia 2 de setembro, na vitória por 3-0 frente ao Moreirense, no Estádio do Dragão.

A afirmação a central

Uma das grandes dúvidas com a chegada de Militão foi a posição em que iria encaixar. Militão alinhava regularmente no São Paulo como lateral direito, posição desfalcada no plantel do FC Porto, com apenas Maxi Pereira para desempenhar a função. Médio defensivo era ainda uma possibilidade, já que Sérgio Conceição estava privado de Danilo Pereira, que ainda recuperava da grave lesão que o afastou do Mundial 2018.

Todas as dúvidas foram dissipadas com a estreia, a defesa central, contra o Moreirense. Militão foi uma das figuras da partida, e mostrou ser o par perfeito para o central possante que é Felipe: muito rápido, grande capacidade de antecipação, desarme e construção. Militão conquistou ainda o prémio de melhor defesa da Liga nos meses de setembro, outubro, novembro, dezembro e janeiro, um prémio escolhido pelos treinadores do campeonato.

A estreia na seleção

A "muralha" defensiva dos dragões, com Felipe e Militão como principais protagonistas, chamou à atenção de Tite, selecionador brasileiro, que convocou a dupla portista, em setembro, para dois amigáveis, naquilo que seria um teste para a renovação da seleção da brasileiro, a seguir ao fracasso no Mundial 2018.

Militão e Felipe estrearam-se na mesma partida, no dia 12 de setembro, contra El Salvador. Militão foi titular e somou os 90 minutos como lateral direito, e voltou a merecer a confiança na mais recente convocatória. Tite voltou a convocar Militão para mais duas partidas amigáveis, este mês, desta feita para o lote de defesas centrais, numa lista que inclui também Thiago Silva, Marquinhos e Miranda.

O regresso a defesa direito e o castigo de Conceição

O mês de janeiro trouxe vários reforços o FC Porto, entre os quais o regresso de Pepe, experiente central e internacional português, com passado no clube portista. A chegada de Pepe abriu uma questão fraturante na esfera portista: quem seriam os titulares na defesa?

Conceição respondeu à questão no dia 18 de janeiro, na 18ª jornada da I Liga, em Chaves: Pepe e Felipe formaram a parelha de centrais, e Militão regressou à posição de lateral direito.

Depois de uma série de 23 jornadas consecutivas no campeonato a titular, Militão ficou de fora dos convocados para o jogo em Tondela, por castigo. O defesa foi "apanhado" numa discoteca, durante a madrugada, a celebrar o aniversário de Luizão, jogador da equipa B do FC Porto.

Sérgio Conceição não foi brando no castigo e, apesar da preponderância de Éder Militão na equipa, deixou-o de fora de convocados para o jogo. Militão ainda ficou no banco de suplentes nas duas partidas seguintes, frente ao Braga, para a Taça de Portugal, e na derrota caseira contra o Benfica, para o campeonato.

O regresso e a venda milionária

Depois de um breve período no purgatório de Sérgio Conceição, Militão regressou ao onze inicial e para o lado direito da defesa, na partida da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, no Estádio do Dragão, contra a Roma, jogo que os dragões venceram por 3-1 e qualificaram-se para os quartos de final.

Real Madrid, Liverpool, Manchester United e Barcelona. Não faltavam candidatos a bater à porta do Dragão para contratar Éder Militão. Fechada a possibilidade de sair em janeiro - janela em que a cláusula subia de 50 para 75 milhões de euros -, o Real Madrid adiantou-se à concorrência e assegurou a contratação do brasileiro, por 50 milhões de euros.

No total, foram "apenas" 34 jogos que Militão precisou para convencer o Real Madrid a protagonizar a primeira grande contratação do futebol europeu para a temporada 2019/20. Até lá, Militão tentará ajudar o FC Porto a revalidar o título de campeão nacional.

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