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Arcebispo completa 75 anos e apresenta renúncia ao Papa

07 mar, 2019 - 16:33 • Ecclesia

D. Jorge Ortiga tomou posse em 1999. O direito canónico obriga os bispos a apresentar a renúncia quando chegam a esta idade. Cabe ao Papa aceitar ou não.
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O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, apresentou a sua renúncia ao Papa após completar 75 anos de idade, na passada terça-feira, seguindo as determinações do direito canónico, anunciou a diocese minhota.

Jorge Ferreira da Costa Ortiga nasceu a 5 de março de 1944, na freguesia de Brufe, concelho de Vila Nova de Famalicão; foi ordenado presbítero no dia 9 de julho de 1967, na igreja de Lousado, também em Famalicão, e, no dia 16 celebrou Missa Nova em Brufe, tendo sido esta a primeira Eucaristia concelebrada na circunscrição eclesiástica minhota, após a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II.

O Papa João Paulo II nomeou-o bispo auxiliar de Braga em 1987, tendo escolhido como lema “Ut Unum Sint” (que todos sejam um); a ordenação episcopal aconteceu a 3 de janeiro de 1988, na Cripta do Sameiro, numa celebração presidida por D. Eurico Dias Nogueira.

D. Jorge Ortiga seria nomeado arcebispo de Braga a 5 de junho de 1999, com 55 anos, tomando posse a 18 de julho, na Catedral arquidiocesana.

Em 2017, por ocasião das suas bodas de ouro sacerdotais, o responsável recebeu uma mensagem do Papa Francisco, na qual o pontífice elogiava o “zelo apostólico” e o “exemplo de vida” do arcebispo de Braga.

D. Jorge Ortiga foi presidente da Conferência Episcopal Portuguesa entre 2005 e 2011.

Em entrevista ao “Igreja Viva”, publicada esta quinta-feira, o arcebispo traça um balanço das suas quase duas décadas na liderança da arquidiocese de Braga, apontando como desafios futuros a formação do clero, os ministérios laicais e a “sustentabilidade” das paróquias e comunidades católicas.

“Há uma mudança de paradigma que é preciso enquadrar: é preciso ver como é que as comunidades paroquiais podem ter capacidade para ser presença da Igreja tanto na cidade como nas periferias”, declara.

Já em relação ao seu futuro, quando o Papa aceitar a renúncia, D. Jorge Ortiga diz que não quer “estar parado”.

“Se a minha vida como sacerdote foi toda entregue em doação, gostaria que os últimos momentos também fossem assim. Sem, naturalmente, incomodar o trabalho do Arcebispo que virá, mas também quero com ele ter uma experiência de unidade e comunhão na primeira pessoa”, precisa.

O Código de Direito Canónico determina que qualquer bispo diocesano que tenha completado 75 anos de idade deve apresentar a renúncia do ofício ao Papa, o qual toma uma decisão sobre o caso.

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