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Governo aprova (outra vez) reposição parcial do tempo de serviço dos professores

07 mar, 2019 - 14:40 • Agência Lusa

Diploma prevê recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias do tempo congelado entre 2011 e 2017.

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O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o decreto-lei que define o modelo de recuperação do tempo de serviço dos professores, repondo dois anos, nove meses e 18 dias do tempo congelado entre 2011 e 2017.

“A solução agora aprovada – recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias - permite mitigar os efeitos dos sete anos de congelamento, sem comprometer a sustentabilidade orçamental”, é referido no comunicado do Conselho de Ministros, divulgado no final da reunião.

Segundo o Governo, os dois anos, nove meses e 18 dias serão contabilizados “no momento da progressão ao escalão seguinte, o que implica que todos os docentes verão reconhecido esse tempo, em função do normal desenvolvimento da respetiva carreira”.

“À medida que os docentes progridam ao próximo escalão após a produção de efeitos do presente decreto-lei, ser-lhes-á contabilizado o tempo de serviço a recuperar, pelo que a posição relativa na carreira fica assegurada”, lê-se ainda na nota.

Em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou que o decreto-lei foi aprovado depois de um “longo e aturado processo negocial onde o Governo negociou com boa-fé, transparência e clareza”.

A solução encontrada permite uma “aceleração muito significativa das progressões” e está “no limite do esforço financeiro que o país pode suportar”.

Questionado sobre a posição dos sindicatos dos professores, de contestação ao diploma, e eventuais impactos no terceiro período letivo, o ministro disse que o "Governo respeita as formas de luta legítimas" dos trabalhadores.

Por outro lado, sublinhou, "acredita que as comunidades educativas cumprirão os seus projetos pedagógicos" e irão "respeitar o direito à educação" independentemente das "legítimas formas de luta" dos profissionais.

"O que temos assistido é que as organizações sindicais impõem as suas prioridades", disse, insistindo, contudo, que acredita que "as comunidades educativas cumprirão os seus projetos".

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  • antonio silva
    07 mar, 2019 16:17
    O governo deve estar a gozar!!!!
  • Professor
    07 mar, 2019 Espera pela pancada, Tiago 15:01
    Não são sete anos de congelamento, mas 10 anos. A "sustentabilidade" das Contas públicas é muito mais prejudicada pelos milhares de milhões a caminho de Novo Banco e afins da Banca Falida, sem qualquer contrapartida, que por 200 Milhões que ainda por cima uma parte regressa aos cofres do Estado, via aumento de escalões de IRS - e outra vai estimular a economia via mais compras feitas, enquanto no caso dos Bancos, desaparece, enquanto se fica à espera do próximo buraco para tapar. essa esmola de 2 anos nem sequer é para já: só conta a partir da próxima progressão, coisa que agora que os governos tomaram o gosto, ninguém pode garantir que haja e que não volte a haver congelamento, nem que a medida seja revogada por outro governo. Quem repete até à exaustão uma medida recusada desde o primeiro dia, não é nem sério, nem transparente, nem está de boa-fé. Não passa dum hipócrita a querer manipular Opinião Pública, pensando que são todos parvos e não têm NET em casa, nem cabeça para pensar.
  • Joao Almeida
    07 mar, 2019 Aveiro 14:47
    que acontece aos professores que foram roubados em 9 anos 4 meses e 2 dias e entretando se reformaram ...vão continuar roubados é assim estes governantes