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Plataforma apela ao Governo para que proíba venda de herbicidas com glifosato

25 fev, 2019 - 09:00

A plataforma "Transgénicos Fora" quer análises obrigatórias para detetar glifosato na água de consumo e o fim do uso de herbicidas sintéticos na limpeza urbana.

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A plataforma "Transgénicos Fora" apela ao Governo que proíba a venda de herbicidas à base de glifosato, que apoie os agricultores e que se torne obrigatória uma análise à agua para consumo.

O apelo da "Transgénicos Fora" surge na sequência dos resultados de um estudo lançado em 2018 para testar a presença de glifosato em voluntários portugueses.

As análises demonstraram uma exposição recorrente ao herbicida e apontam para uma contaminação generalizada por glifosato em Portugal.

“Defendemos que se proteja a saúde sem pôr em causa a agricultura, mas que se tomem medidas de bom senso para proteger os cidadãos”, afirma à Renascença Margarida Silva, daquela plataforma.

“Um exemplo desse conjunto de medidas que defendemos que o Governo deve tomar é precisamente a proibição da venda de herbicidas à base de glifosato nos hipermercados. Os herbicidas só devem ser utilizados por pessoas que trabalham com esses químicos ao nível profissional e têm outro tipo de respeito por eles”, sustenta.

Em comunicado, a plataforma faz também um apelo ao Governo para lançar um estudo abrangente sobre a exposição dos portugueses ao glifosato.

A "Transgénicos Fora" quer análise obrigatórias para detetar glifosato na água de consumo e o fim do uso de herbicidas sintéticos na limpeza urbana.

“Verificámos que a contaminação com o herbicida glifosato é uma realidade. A contaminação está constantemente a acontecer. As pessoas estão cronicamente expostas a um herbicida que, agora sabemos, causa cancro em animais de laboratório”, realça Margarida Silva.

Na nota, a entidade pede ainda ao Governo apoio aos agricultores na transição para uma agricultura pós-glifosato nos próximos anos.

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  • Francisco Esteves
    25 fev, 2019 Quarteira 12:53
    O Governo só fará, realmente, alguma coisa se ajudar ao défice do sonso do Ministro das Finanças. Saúde das pessoas? Querem lá saber... Basta olhar para o estado actual do SNS.