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112. Portugueses são dos que mais desistem da chamada depois de ligar

11 fev, 2019 - 15:48 • Lusa

Problemas de rede e congestionamento de chamadas estão entre as causas sugeridas por Bruxelas. Quanto ao tempo de resposta, mais de 90% das chamadas foram atendidas em 10 segundos.
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Portugal foi, em 2018, o quinto pior país da União Europeia (UE) na taxa de abandono de chamadas para o número europeu de emergência (112): perto de 20% "terminam antes de uma resposta por um operador humano".

Os dados constam do relatório divulgado esta segunda-feira pela Comissão Europeia, referente ao 28.º aniversário da implementação do número de emergência europeu.

"O abandono das chamadas pode ser causado por problemas de rede, congestionamento de chamadas, entre outros fatores", assinala Bruxelas no documento, segundo o qual do total dos 28 Estados-membros, três não responderam.

Pior do que Portugal está a Bulgária, a Itália, a Polónia e a República Checa, sendo que neste último caso a taxa subiu para quase 50%.

No ano passado, ao todo, foram feitas cerca de oito milhões e meio de chamadas para o 112 em Portugal, de um total de 141.141.731 feitas em toda a UE.

No que toca ao tempo de resposta, mais de 90% das chamadas foram atendidas em 10 segundos em 13 Estados-membros, incluindo Portugal, no qual o tempo médio foi seis segundos.

Em Portugal, o 112 é o número mais usado para reportar emergências.

O país está a instalar um sistema de geolocalização das chamadas, projeto que conta com fundos comunitários.

Bruxelas prevê que, até 2020, 15 Estados-membros tenham este sistema instalado, sendo que, para já, só existe na Bélgica, Estónia, Finlândia, Irlanda, Lituânia, Malta, Eslovénia e Reino Unido.

Em Portugal foram, porém, já criados alertas por mensagens de texto (por entidades como a Proteção Civil, entre outras), sendo este um dos cinco Estados-membros onde isso acontece – juntamente com países como a Bélgica, Irlanda, Luxemburgo e Espanha.

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