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Aberto inquérito ao acidente nas minas de Aljustrel

11 fev, 2019 - 15:02 • Lusa

Um trabalhador morreu e outro ficou gravemente ferido depois de uma grua ter caído num fosso com 30 a 40 metros de profundidade.
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A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) abriu um inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o acidente desta segunda-feira nas minas de Aljustrel, que provocou um morto e um ferido, disse fonte do organismo.

O diretor da Unidade Local do Litoral e Baixo Alentejo da ACT, Carlos Graça, indicou à agência Lusa que, após ter sido recebida a informação, uma equipa de inspetores da ACT deslocou-se para o local para proceder a averiguações do acidente.

Carlos Graça explicou que o inquérito para desenvolver as averiguações foi aberto de imediato.

"Quando há acidentes com vítimas mortais, a ocorrência fica em segredo de justiça e não podemos adiantar mais nada", acrescentou o responsável da ACT.

As duas vítimas do acidente trabalhavam na manutenção mecânica, a cargo de um empreiteiro, e circulavam na altura numa viatura ligeira, indicou, entretanto, a concessionária do complexo mineiro, a Almina - Minas do Alentejo,
Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa explicou que se tratam de dois trabalhadores da empresa EPDM - Empresa de Perfuração e Desenvolvimento Mineiro, da área da manutenção mecânica, que circulavam numa viatura ligeira na Mina de Feitais em Aljustrel.

Um dos dois trabalhadores vítimas da queda da máquina nas minas de Aljustrel morreu e o outro foi transportado em estado grave para o hospital de Beja, segundo fonte da GNR.

A mesma fonte indicou que o óbito do homem foi confirmado às 13h02.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) adiantou à Lusa que a vítima mortal é um trabalhador de 47 anos.

O outro trabalhador, de 36 anos, foi transportado, de ambulância, em estado "estável" para as urgências do hospital de Beja, referiu a fonte.

Segundo a GNR, a máquina, onde se encontravam os dois trabalhadores, caiu para um fosso com uma profundidade "entre os 30 e os 40 metros".

O INEM recebeu o alerta às 11h05 e os meios de socorro incluíram um helicóptero, que não chegou a ser utilizado, bombeiros e GNR.


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  • Filipe
    11 fev, 2019 évora 15:32
    Realmente o ACT só atua depois da desgraça consumada , é tipo a Proteção Civil ... antes , não tem vagar para inspeções e prevenções , ele é gruas a caírem ... e o resto que não se sabe ... desde venda de carne humana por esses campos agrícolas patrocinados pelo FEDER para desenvolver Portugal ... Afinal quantas obras em Portugal e acampamentos de tráfico humano fiscalizam por ano , só quando alguém se Bufa ?