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Metalurgia precisa de 25 mil trabalhadores

07 fev, 2019 - 02:20 • Hugo Monteiro , com redação

Associação dos industriais do setor apela a um sistema mais simples e rápido para a legalização e fixação de trabalhadores estrangeiros em Portugal.

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Metalurgia precisa de 25 mil trabalhadores - Reportagem de Hugo Monteiro
Metalurgia precisa de 25 mil trabalhadores - Reportagem de Hugo Monteiro

O sector da metalurgia precisa de 25 mil trabalhadores especializados. Os empresários apelam a um sistema mais simples e rápido para a legalização e fixação de trabalhadores estrangeiros em Portugal.

“As empresas têm sentido uma grande falta de mão de obra nos últimos tempos”, diz à Renascença a diretora-geral da Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), Mafalda Gramaxo.

“As empresas estão preocupadíssimas porque têm crescido e têm a possibilidade de crescer ainda mais, mas para isso precisam de trabalhadores qualificados e, neste momento, em Portugal sente-se uma necessidade muito grande e uma falta de mão de obra qualificada. Estimamos que faltam 25 mil trabalhadores”, sublinha Gramaxo.

A solução está no estrangeiro porque em Portugal todos os formandos acabam por conseguir emprego.

As empresas do sector têm absorvido os portugueses que têm regressado da Venezuela, mas também imigrantes oriundos do Brasil e de outros países de língua oficial portuguesa.

A AIMMAP apela a um sistema mais simples e rápidos destes trabalhadores estrangeiros: “Estamos a tentar chamar à atenção para as entidades públicas responsáveis criarem mecanismos de simplificação, com as devidas seguranças, para que os trabalhadores possam ser legalizados e possam começar a trabalhar de forma mais rápida, porque, entre o momento em que uma empresa precisa de admitir um trabalhador e o momento em que ele está regularizado para ser admitido, vai um tempo grande, e isso não se compadece com a necessidade de produção e de entrega aos clientes das encomendas.”

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  • Roseli Ruperez Ciorlia
    16 fev, 2019 Brasil - São Paulo 04:42
    Sou brasileira e moro no Brasil. Fico curiosa em saber porque se paga tão pouco em Portugal. Percebo que o custo de vida de vocês é menor que o nosso. Considerando o valor do euro, nosso dinheiro vale quase 5 vezes menos que o de vocês. Nosso mínimo é de quase R$ 1000,00. Um soldador recebe entre R$ 1500,00 e R$ 4500,00, depende da empresa e experiência. O custo de vida é caro, quem mora na cidade de São Paulo e quer morar num local bom, mas não de luxo, paga entre R$ 1000,00 a R$ 1500,00 de aluguel. Geralmente muito longe do trabalho. A maioria deve ganhar entre 2 e 2,5 mil reais. Leva uma vida dura. Com péssima saúde pública.Se tiver que pagar plano de saúde, custa uns R$ 500,00 mês. Quase não sobra.
  • Paulo Neves
    09 fev, 2019 Klingnau 19:05
    O motivo da falta da mão de obra não passa por aí, há vinte anos o preço hora era superior, existem dezenas de milhar de portugueses a trabalhar por todo mundo no sector, no entanto têm de estar longe para conseguirem dar alguma qualidade de vida a suas famílias, paguem o valor justo e ficará resolvido.
  • José Pacheco
    07 fev, 2019 Samora Correia 16:55
    Precisa mas não parece, entregam as ofertas de emprego às agências de emprego temporário, o resultado é as ditas agências pagarem 1/4 do ordenado que é destinado a cada trabalhador. Estão a oferecer a Serralheiros e Soldadores proficionais 560 euros mensais. Acho muito bem que as pessoas não aceitem e vão trabalhar para países onde lhes paguem o justo valor do seus trabalhos.
  • Jorge Manuel Azevedo
    07 fev, 2019 Maia 13:12
    O problema se mantem não tem pessoas para trabalhar porque não pagam bons ordenados,quando a mentalidade mudar dos nossos empresários este problema acaba de vez.

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