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Vida Consagrada

Papa envia flores a religiosas do Vaticano e lembra: "Vida consagrada não é sobrevivência, é vida nova"

02 fev, 2019 - 20:40 • Ecclesia

Prímula foi a espécie escolhida pela simbologia da renovação. Papa pede aos religiosos para recordarem o primeiro encontro com Deus e escreverem uma “história de amor”.
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O Papa Francisco, neste dia da Vida Consagrada, enviou uma prímula a cada religiosa que vive no Vaticano, “símbolo da renovação”.

Tal como fez no ano passado Francisco, através do cardeal Konrad Krajewski, enviou uma flor, de seu nome prímula às cerca de 50 religiosas que vivem no Vaticano, segundo informou a Santa Sé.

“A prímula, como a etimologia do nome diz, é uma das “primeiras” flores a desabrochar quando o frio do inverno é atenuado e é o símbolo da chegada da primavera”, pode ler-se.

A simbologia desta flor foi escolhida por a “vida consagrada ser continuamente renovada em sua beleza oferecida ao Senhor”.

"A vida consagrada não é sobrevivência, é vida nova"

Francisco presidiu este sábado à eucaristia do XXIII Dia da Vida Consagrada, na basílica de São Pedro, e pediu aos religiosos para não caírem na tentação de ver a vida consagrada como “sobrevivência, porque ela é vida nova”

Quando a vida consagrada floresce torna-se “para todos um apelo contra a mediocridade: contra as quedas de altitude na vida espiritual, contra a tentação de jogar por baixo com Deus, contra a adaptação a uma vida cómoda e mundana, contra a reclamação, insatisfação e lamento da própria sorte, contra o habituar-se a «fazer aquilo que se pode» e ao «sempre se fez assim».

A vida consagrada não é sobrevivência, é vida nova. É encontro vivo com o Senhor no seu povo. É chamada à obediência fiel de cada dia e às surpresas inéditas do Espírito”, acrescentou Francisco.

Neste dia em que a liturgia recorda a Apresentação de Jesus no templo, perante Ana e Simeão, o Papa fez referência ao acolhimento que foi feito e sugeriu aos religiosos que recordassem o “primeiro encontro”.

“É importante voltar às fontes: percorrer com a memória os encontros decisivos que tivemos com Ele, reavivar o primeiro amor, talvez escrever a nossa história de amor com o Senhor.

Fará bem à nossa vida consagrada, para que não se torne tempo que passa, mas seja tempo de encontro”, pediu.

E, de forma risonha, Francisco fez ainda alusão à profetisa Ana que, já sendo idosa, “não se importou com a criança ou não estaria a olhar para as suas brincadeiras”, sugeriu mesmo que esta poderia dar uma “boa padroeira contra as fofocas” na Igreja.

Na sua homilia o Papa deixou ainda dicas para que cada crente possa encontrar Deus através da “fidelidade a coisas concretas”, assim como na vida consagrada.

“A oração diária, a missa, a confissão, uma caridade verdadeira, a Palavra de Deus… e isto todos os dias. Coisas concretas, como na vida consagrada a obediência ao Superior e às Regras”, referiu.

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