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Reformados. Deviam ser aumentados, mas o IRS está a tirar-lhes dinheiro

15 jan, 2019 - 09:49 • Redação

“Um pensionista com uma reforma de 670 euros em 2018, em 2019, deveria receber 680, mas está a receber ainda menos três euros”, explica à Renascença o presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados.
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reformados que não estão a sentir os aumentos das pensões previstos para este ano e até há quem tenha recebido menos neste mês de janeiro. A denúncia é feita pela APRe – Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados.

“Um pensionista que tivesse uma reforma de 670 euros em 2018, em 2019, deveria ter 680. Simplesmente, como passou na tabela de retenção de 1,7% para 3,5%, recebeu menos três euros. Em vez de ser aumentado, recebeu menos”, critica o presidente da associação, entrevistado na Manhã da Renascença.

Fernando Martins diz que não tem qualquer garantia ou informação sobre o assunto, mas “estamos a ver que as pensões foram processadas tendo como base para a retenção na fonte uma tabela de 2018”.

“E, se isso acontecer, de facto há pensionistas e aposentados que ficarão a receber menos durante todo o ano de 2019 e eventualmente serão reembolsados depois, quando fizerem o IRS no próximo ano, respeitante a este ano fiscal”, lamenta.

A Renascença contactou entretanto o Ministério do Trabalho, que garante que as pensões foram processadas e pagas neste mês de janeiro, com os respetivos aumentos.

Fonte do gabinete do ministro Vieira da Silva diz que poderá estar em causa uma alteração de escalão de IRS, porque as tabelas de retenção ainda não foram atualizadas pelo Ministério das Finanças.

Da parte do Ministério das Finanças, surge a garantia, também à Renascença, de que o problema será resolvido em breve e, a partir de fevereiro, a situação ficará regularizada.

O ministério de Mário Centeno reconhece que as pensões de janeiro ainda foram processadas com as tabelas de IRS em vigor em dezembro, razão pela qual os pensionistas receberem este mês menos dinheiro do que estavam à espera.
Comentários
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  • Cidadao
    15 jan, 2019 Lisboa 17:36
    Isto é normal por aqui: aumentos para a C.s. e depois vai-se a ver, ou com as costumeiras taxas e taxinhas , ou através de espertezas como esta das tabelas de IRS não serem actualizadas, os "aumentos" pura e simplesmente não existem, ou são de centimos. Neste caso até dão perda. E quanto às sondagens, elas valem pelo que valem. Estou a lembrar-me de sondagens muito "fidedignas" que davam Mário Soares como o "mais que provável" Presidente, e no fim, até de M.A. ficou atrás. E M. A. não foi eleito ...
  • Satisfeitos
    15 jan, 2019 Lisboa 12:10
    TODOS CONTENTES. Se não estivessem todos contentes, os enfermeiros não votavam no Costa, os Profes não votavam no Costa os reformados não votavam no Costa. Mas as sondagens dão-lhe quase a maioria absoluta, é porque alguém tem intenção de votar nele. Já se esqueceram que foi com falta de honestidade que chegou a 1º ministro e foi à traição que chegou a líder do PS.
  • Rui
    15 jan, 2019 Lisboa 12:02
    Logo o melhor será voltar à situação anterior onde o subsídio de natal é cortado na totalidade e não há aumentos para ninguém tirando com as duas mãos e com devolvendo com os dois pés.
  • Vasco
    15 jan, 2019 Viseu 10:46
    É por mais que evidente que toda esta situação foi pré estudada pelo GOVERNO! Assim sendo aquele provérbio que diz " Dar com uma mão e tirar com a outra", terá que ser alterado no sentido de passar a constar assim: " Dar com uma mão e tirar com as duas".