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Santana Lopes desafia partidos extra-geringonça para coligação pós-eleitoral

11 jan, 2019 - 12:18 • Lusa

O repto foi deixado na Convenção Europa e Liberdade, onde o fundador do mais recente partido português participou.
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Pedro Santana Lopes insiste e desafia todos os partidos que não apoiam o atual Governo a juntarem-se num acordo pós-legislativas que derrote António Costa e viabilize um novo Governo.

"Neste ano eleitoral não podemos ignorar a realidade. Temos de derrotar a frente de esquerda e o Governo de António Costa", afirmou o antigo social-democrata esta sexta-feira, na abertura do segundo dia da primeira Convenção da Europa e da Liberdade, organizada pelo Movimento Europa e Liberdade (MEL).

Para o concretizar, o líder do partido Aliança avançou que a nova estrutura partidária, por si liderada, “quer apresentar uma proposta simples, que os partidos que não estão envolvidos nessa solução inédita e de efeitos conhecidos no nosso país, admitam a constituição de uma grande aliança, um grande movimento de crescimento, liberdade e progresso".

Neste movimento "devem estar os partidos mais tradicionais já existentes, os que já se constituíram e aqueles que estão, porventura prometidos nascer", apontou.

Para Santana Lopes, existiriam duas possibilidades: uma "coligação pré-eleitoral com base nos resultados das europeias" ou uma "coligação pós-eleitoral, com base nos resultados das eleições legislativas".

A primeira "não recolhe a preferência da Aliança", destacou, apontando que, na sua opinião, também "não é viável no atual quadro por razões que parecem óbvias".

"A opção que admitimos, ou seja, a de um acordo pós-legislativas pressupõe naturalmente o que parece muito difícil hoje em dia, mas que tem o nosso empenho. Que as forças do centro-direita assumam a vontade e o propósito de viabilizarem conjuntamente a formação de um Governo patriótico, que inicie um novo ciclo político, económico e social", assinalou.

Santana não comenta liderança do PSD

O antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes recusou-se esta sexta-feira a comentar a crise naquele partido, salientando que a Aliança, que fundou, fará o seu caminho "independentemente do que se passa nas outras forças políticas".

"Não faço rigorosamente nenhum comentário – não posso, não devo e não quero – sobre o que se passa noutros partidos, nomeadamente naquele que tem sido mais falado", disse.

À margem do segundo dia da primeira Convenção da Europa e da Liberdade, o fundador do partido Aliança falava aos jornalistas esclareceu que “a Aliança tem o seu caminho, tem de fazer o seu trabalho independentemente do que se passa nas outras forças políticas”.

Santana recusou ainda que os desafios à liderança de Rui Rio, atual presidente do PSD, alterem a estratégia do partido que agora lidera. "Não mudou nada. A Aliança é ela própria" e "não existe por causa de outro partido estar melhor ou pior".

“A Aliança é um partido com causas muito próprias que não se confundem com as de outros. Os outros sabem da sua vida, eu tenho que saber da vida da Aliança, é por isso que sou responsável”, vincou.

Esta sexta-feira, o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro, anuncia a sua disponibilidade para disputar a presidência do partido.

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