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Passaporte português dá-lhe asas para viajar livremente para 185 países

10 jan, 2019 - 10:24 • Marta Grosso com CNN

Nem todos os passaportes são iguais. O português é o sexto mais poderoso do mundo, enquanto os do Reino Unido e dos Estados Unidos estão em queda no ranking.
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Portugal tem o sexto passaporte mais poderoso do mundo. Ou seja, um dos que permite viajar sem restrições para mais países, segundo o índice Henley Passport, que é atualizado a cada três meses.

Face a outubro do ano passado, Portugal caiu uma posição, reduzindo de 186 para 185 o número de países onde é possível entrar só com o passaporte, sem necessidade de visto ou outro entrave ao seu portador.

Na mesma posição do ranking estão a Áustria, a Holanda, a Noruega, a Suíça, o Reino Unido e os Estados Unidos.

Estes dois últimos países estavam em primeiro lugar do índice em 2015, mas têm vindo a perder terreno. Resta agora saber que efeitos terá a saída do Reino Unido da União Europeia na facilidade de viajar dos britânicos para outros países. A existência ou ausência de acordo será também um dos fatores a influenciar o índice.

Mas qual é o passaporte mais poderoso do mundo?

O Japão lidera, pela segunda vez consecutiva, a lista criada pelo grupo Henley & Partners. Graças a um acordo com a Índia, a Coreia do Sul subiu à segunda posição neste início de 2019.

Veja a lista dos mais poderosos:

  • Japan (190 países)
  • Singapura e Coreia do Sul (189)
  • França e Alemanha (188)
  • Dinamarca, Finlândia, Itália e Suécia (187)
  • Luxemburgo, Espanha (186)
  • Portugal, Áustria, Noruega, Países Baixos, Suíça, Reino Unido e EUA (185)
  • Bélgica, Canadá, Grécia e Irlanda (184)
  • República Checa (183)
  • Malta (182)

10. Austrália, Islândia e Nova Zelândia (181)

Ser portador de um destes passaportes corta-lhe as asas

99. Palestina e Sudão (39 países)

100. Eritreia (38)

101. Iémen (37)

102. Paquistão (33)

103. Somália e Síria (32)

104. Afeganistão e Iraque (30)

Livre circulação, mais oportunidades

Na opinião do presidente do Grupo Henley & Partners, que criou o índice dos passaportes mais poderosos do mundo, o ranking representa uma luz num mundo cada vez mais isolacionista e revela a importância de uma boa diplomacia.

“Uma polícia de portas abertas pode contribuir com biliões para a economia global, bem como criar oportunidades de emprego em todo o mundo”, afirma Christian Kalin, citado pela CNN.

Kalin aponta a subida no índice da Coreia do Sul e dos Emirados Árabes Unidos como exemplos do que acontece quando os países “desenvolvem uma abordagem diplomática pró-ativa, o que acaba por beneficiar os seus cidadãos e a comunidade internacional”.

Comentários
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  • Anónimo
    10 jan, 2019 13:08
    Livremente que é como quem diz "é preciso ter dinheiro e paciência para ser tratado como um suspeito na alfândega do destino". Mas talvez se muitos portugueses viajassem mais sentiriam mais compaixão pelos imigrantes que passam por muito pior. E nem falo dos refugiados.