A+ / A-

Cinemas perderam quase um milhão de espectadores em 2018

09 jan, 2019 - 18:33 • Lusa

Foram 14,6 milhões de espetadores contra cerca de 15,5 em 2017. Por sua vez, as vendas de bilheteira caíram 4%.
A+ / A-

As salas de cinema portuguesas perderam quase um milhão de espectadores em 2018 e tiveram uma quebra de 3,3 milhões de euros de bilheteira face a 2017.

De acordo com os dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) sobre a exibição comercial de cinema em Portugal, no ano passado registaram-se 14,6 milhões de espetadores, ou seja, houve menos 920 mil bilhetes emitidos do que em 2017.

Quanto a vendas de bilheteira, a receita bruta desceu 4%, de 81,6 milhões de euros em 2017 para 78,3 milhões de euros em 2018.

No total, foram estreadas 398 longas-metragens.

O filme de animação "The Incredibles 2: Os super-heróis", de Brad Bird, foi o mais visto pelos portugueses, com 605 mil espetadores e 3,1 milhões de euros de receita de bilheteira.

"Pedro & Inês", de António Ferreira, com 46.717 espectadores, foi o filme português mais visto em sala em 2018.

Os dez filmes portugueses com mais audiência que se estrearam no circuito comercial somaram 221.645 espectadores e cerca de 990 mil euros de receita de bilheteira.

No ano passado, as 574 salas da rede de exibição no país registaram 662.488 sessões, o que significa que, em média, em cada sessão de cinema estiveram 22 espetadores.

Tanto na exibição como na distribuição cinematográfica, a empresa NOS continua a ser líder em Portugal, com 61,9% e 65,4% de quota de mercado, respetivamente.

Em 2018, foram produzidas 71 obras cinematográficas portuguesas com o apoio do ICA, o que representa o maior número desde 2009, ano em que se produziram 50 filmes (entre longas e curtas-metragens).

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.