A+ / A-

Escolha os livros que vai poder ler nos próximos meses

09 jan, 2019 - 16:00 • Maria João Costa , com Lusa

Os novos livros de Inês Pedrosa, Teolinda Gersão, Rubem Fonseca e uma obra sobre a presidência de Marcelo Rebelo Sousa estão entre as novidades que o Grupo Porto Editora apresenta. Mas há outros livros que vai encontrar nos próximos meses nas livrarias.
A+ / A-

A escritora Inês pedrosa estreia-se no catálogo da Porto Editora com o seu novo romance. “O Processo Violeta” é uma das novidades editoriais apresentadas esta quarta-feira em Lisboa pelo grupo editorial. O romance inédito que sairá já este mês “passa-se na década de 80 e tem uma grande atualidade” explicou o editor Manuel Alberto Valente.

Na apresentação das novidades para o primeiro semestre, surgem também já este mês o novo livro de contos de Teolinda Gersão, intitulado “Atrás da Porta e outras histórias”, e, em abril, uma reuniam das crónicas escritas por Mário de Carvalho no "Jornal de Letras" e no "Público".

A editora que este ano comemora 75 anos, vai editar, em fevereiro, “Marcelo - Presidente Todos os Dias”, um livro que será lançado a propósito do terceiro ano de presidência de Marcelo Rebelo de Sousa e que é da autoria da docente universitária Felisbela Lopes e da jornalista do "Público" Leonete Botelho.

Entre as cerca de 80 novidades que foram apresentadas numa sessão que decorreu no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, está também o mais recente livro do brasileiro Rubem Fonseca, “Carne Crua”, que sairá em abril.

Também de autores de língua portuguesa sairão nos próximos meses “Que Fazer Contigo, pá?”, de Carlos Vale Ferraz, que venceu o Prémio Fernando Namora e que faz “uma reflexão sobre algumas personagens da Revolução portuguesa”, segundo o editor Manuel Alberto Valente, e o novo livro de João Pedro Marques, “A Aluna Americana”. Este último, autor que vendeu mais de 20 mil exemplares de “Uma Fazenda em África”, inicia um “novo registo”, explica o editor, ao escrever um livro “passado no final dos anos 60”.

No catálogo do primeiro semestre de 2019 das chancelas Porto Editora, Assírio & Alvim, Sextante, Livros do Brasil, Ideias de Ler e Albatroz, destaque também para a reedição do romance "À Procura de Sana", de Richard Zimler, no qual o próprio escritor se torna personagem da narrativa, que sairá em maio, e da obra “A Terceira Mãe”, de Julieta Monginho.

O editor Manuel Alberto Valente, que anunciou a edição de uma obra sobre o Vaticano que sairá a 21 de fevereiro em simultâneo com outras sete editoras internacionais e que “irá dar muito que falar”, deixou um apelo na apresentação no novo catálogo: “Travem uma luta para que em Portugal não se percam leitores.” Manuel Alberto Valente garante: “O livro está em perigo.”

No plano da edição de autores estrangeiros, destaque para Sergio Ramírez. O autor da Nicarágua estará em Portugal e será um dos convidados de honra do Festival Correntes d’Escritas. Virá em fevereiro lançar “Já Ninguém Chora por Mim”. A obra é “um romance tipo policial que reflete a realidade política e social” da Nicarágua, afirmou o editor sobre este “romance testemunho”.

Mais conhecido do público português é o cubano Leonardo Padura, que, em Maio, estará em Portugal para apresentar o seu novo policial protagonizado pelo detetive Mário Conde e intitulado “A Transparência do Tempo”.

Outras das novidades internacionais, pela mão da chancela Sextante, será “O Arquipélago Cão”, de Philippe Claude,l que, nas palavras do editor João Rodrigues, “narra uma história difícil dos nossos tempos”. Também pela Sextante sairão “Longe de Casa”, de Peter Carey, e “Banquete no Paraíso”, de Donald Ray Pollock.

Na área da poesia, o editor da Assírio e Alvim, Vasco David, destacou o primeiro livro de poesia de Maria Quintans na editora, intitulado “Se me Empurras Eu Vou”, o novo livro de Filipa Leal “Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano” e o terceiro livro de poesia do padre Mário Rui de Oliveira, que vive no Vaticano.

Outra obra que Vasco David destacou foi “Giz Preto”, de Gonçalo Fernandes, uma obra que chegou à editora de poesia através da “caixa de correio eletrónico”, mas que o editor considera uma grande aposta. Ainda no âmbito do centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andersen, será editado o livro “Sophia e a Antiguidade Clássica”.

Outros dos destaques da Porto Editora vão para uma biografia de Leonardo da Vinci, que morreu há 500 anos, da autoria de Walter Isaacson, e a biografia de Josephine Bahkhita, uma sudanesa que foi canonizada pelo papa João Paulo II, de autoria de Veronique Olmi.

Pela Livros do Brasil, sairá um livro de ensaios do britânico Graham Greene, “Santos e Pecadores”, e do japonês Yukio Mishima o romance "Vida à Venda".

Na área da não-ficção, a Livros do Brasil vai editar, em fevereiro, "O Imperador", de Ryszard Kapuscinski, narrativa do golpe militar na Etiópia que, em 1974, derrubou o regime monárquico liderado por Haile Selassie.

Do norte-americano John Steinbeck, a Livros do Brasil irá publicar, em abril, "Correspondente de Guerra", uma obra com os relatos que o autor escreveu durante a II Guerra Mundial para o jornal "New York Herald Tribune".

Ainda na não ficção, destaque para “Os Meus Pais estão a Envelhecer”, de Maria José da Silveira Núncio, com a enfermeira Carla Rocha, sobre o apoio aos mais idosos, que sairá pela Ideias de Ler, e um livro da apresentadora de televisão Catarina Furtado sobre o trabalho da Associação Corações com Coroa com adolescentes necessitadas.

Prémio Leya 2018 e Lídia Jorge: novidades da D. Quixote

A publicação do romance "Torto Arado", do escritor brasileiro Itamar Vieira Junior, vencedor do Prémio LeYa 2018, e do primeiro livro de poesia de Lídia Jorge são duas das novidades da D. Quixote para o primeiro semestre deste ano.

“Torto Arado” chega às livrarias portuguesas em fevereiro, na mesma altura em que o seu autor estará em Portugal para promover o livro, anunciou a editora.

Outra das apostas da D. Quixote para o primeiro trimestre deste ano é "Guerra e terebintina", de Stefan Hertmans, autor belga de expressão holandesa, que estará em Lisboa na primeira semana de fevereiro.

“Guerra e terebintina”, originalmente publicado em 2013 e já traduzido para mais de 20 línguas, chega agora pela primeira vez a Portugal e é um romance sobre o avô do autor, o artista Urbain Martien, passado durante a Primeira Guerra Mundial.

Em janeiro, a D. Quixote publica “Os Amores Difíceis”, de Italo Calvino, e a Asa vai reeditar “As Paixões de Júlia”, de Somerset Maugham.

O mês de fevereiro traz como novidades “O Café de Lenine”, de Nuno Júdice, “Homens de Pó”, novo livro de António Tavares, prémio Leya 2015, “A Capital”, de Robert Menasse, “Uma Questão de Conveniência”, de Sayaka Murata, e ainda a reedição de “Palmeiras Bravas / Rio Velho”, de William Faulkner, todos pela D. Quixote.

Para março, está reservada a publicação do primeiro livro de poesia da multipremiada escritora portuguesa Lídia Jorge, com o título “O Livro das Tréguas”, a ser editado pela D. Quixote.

No mesmo mês chegam “A Noite e o Riso”, de Nuno Bragança, numa edição comemorativa dos 50 anos, uma nova edição de “O Fabuloso Teatro do Gigante”, de David Machado, “História de Uma Família Bem Comportada”, de Rosa Ventrella, e uma edição comemorativa dos 30 anos de “A Casa da Rússia”, de John le Carré.

A D. Quixote vai editar ainda o novo livro de Jo Nesbo, “Sol da Meia Noite”, “As Regras da Cortesia”, de Amor Towles, e reeditar “Bem me Quer, Mal me Quer”, de Pearl S. Buck, bem como “A Praça do Diamante”, de Mercé Rodoreda.

O segundo volume de “A morte do comendador”, do escritor japonês de Haruki Murakami, vai ser editado no mesmo mês pela Casa das Letras, chancela da Leya, que reserva para este trimestre ainda a publicação de “Os rapazes na gruta: nas profundezas da impossível missão de resgate na Tailândia”, de Matt Gutman, um relato de toda a história do resgate dos 12 membros e do treinador da equipa de futebol tailandesa Wild Boars, presos numa gruta.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.