A+ / A-

Papa pede que governos europeus acolham migrantes à deriva no Mediterrâneo

06 jan, 2019 - 11:59 • Ecclesia

Dois navios de organizações não-governamentais aguardam autorização para desembarcar.
A+ / A-
Papa pede que governos europeus acolham migrantes à deriva no Mediterrâneo
Papa pede que governos europeus acolham migrantes à deriva no Mediterrâneo

O Papa lançou um apelo aos governos europeus para que acolham os migrantes salvos por dois navios de ONG, no Mediterrâneo, que aguardam autorização para desembarcar.

“Há vários dias, 49 pessoas salvas no Mar Mediterrâneo estão a bordo de dois navios de ONG, à procura de um porto seguro para desembarcar. Dirijo um apelo sentido aos líderes europeus, para que mostrem solidariedade concreta em relação a estas pessoas”, disse Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do Ângelus, no Vaticano, este domingo.

A intervenção foi sublinhada pelos presentes na Praça de São Pedro com uma salva de palmas.

O navio ‘Sea Watch 3’ resgatou, a 22 de dezembro, 32 migrantes ao largo da Líbia e, desde então, tenta obter autorização para aportar; outras 17 pessoas foram resgatadas, há uma semana, pelo navio Professor Albrecht Penck, da Sea-Eye.

O Governo português comunicou à Comissão Europeia disponibilidade para acolher até dez pessoas, após o desembarque.

Sea Watch 3. Migrantes e tripulação exaustos após duas semanas no mar
Sea Watch 3. Migrantes e tripulação exaustos após duas semanas no mar

Os bispos de Malta e de Gozo enviaram carta à Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (Comece) a pedir apoio para estes migrantes bloqueados no Mediterrâneo, manifestando a sua “profunda preocupação”.

“Enquanto nós, católicos, celebrávamos a natividade de Nosso Senhor cujo abrigo foi refutado em seu nascimento, a Europa rejeitou dar refúgio a um grupo de 32 migrantes”, pode ler-se na nota divulgada pelo Vaticano.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.