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D. António Marto anuncia contributo solidário para vítimas do tsunami na Indonésia

01 jan, 2019 - 13:10 • Ecclesia

Santuário de Fátima vai fazer“um primeiro contributo” no valor de 15 mil euros.
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O cardeal D. António Marto presidiu esta segunda-feira a uma Missa de ação de graças pelo ano de 2018, no Santuário de Fátima, na qual anunciou “um primeiro contributo” de 15 mil euros, como apoio solidário às populações atingidas pelo tsunami na Indonésia.

Na sua homilia, divulgada pelos serviços de imprensa da instituição, o bispo de Leiria-Fátima falou da vida da Igreja como uma peregrinação “em direção à plenitude, solidária com as alegrias e dores da humanidade”.

O responsável destacou o papel de Fátima, ao longo de mais de 100 anos, para a “revitalização da fé de muitos crentes cansados, a conversão de muitos corações endurecidos; a reafirmação da pertença eclesial de muitos batizados desorientados”.

O cardeal recordou ainda o centenário da restauração da Diocese de Leiria-Fátima, que considerou ter sido um “verdadeiro e forte momento de graça”.

"Temos de encontrar novos caminhos e novas linguagens" para os jovens

No final de um ano em que a Igreja Católica esteve particularmente atenta à realidade dos jovens, D. António Marto defendeu que este é um tema “vital”.

“Perante as dificuldades dos jovens face ao futuro e certa apatia de muitos em relação à fé, temos de encontrar novos caminhos e novas linguagens que falem à sua vida e ao seu coração: que sejam capazes de os ajudar a abrir-se a projetos e ideais bons e belos para eles próprios e para o mundo”, afirmou.

Projetando o início de 2019, com o 52.º Dia Mundial da Paz, o bispo de Leiria-Fátima quis recordar a mensagem do Papa Francisco, que apresenta a “boa política” como um “serviço da paz”.

“A responsabilidade pela paz diz respeito a todos. Não se constrói só com cimeiras políticas, a partir de cima. Devemos construí-la todos juntos como cidadãos, a partir de baixo, com a palavra, o diálogo, a salvaguarda do direito, a reconciliação; uma paz a viver como relação de respeito para com o próximo, para com os mais frágeis e pobres e para com o planeta que é a nossa casa comum”, concluiu.

Após a celebração, que decorreu na Basílica da Santíssima Trindade, seguiu-se procissão para a Capelinha das Aparições, onde foi recitado o Rosário, seguido de consagração a Nossa Senhora e gesto de Paz.

Os sinos da torre da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima repicaram à meia-noite e, após a vigília de oração, os peregrinos presentes reuniram-se num momento de confraternização na Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores.

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  • António Santos
    02 jan, 2019 Lisboa 19:15
    "Que não saiba a tua mão direita, o que fizeste com a esquerda", porquanto, se o souber "és como os publicanos, que alardam as esmolas que dão e, que por isso, já tiveram a sua recompensa na terra". Nem sequer praticam, a palavra que proclamam. Pobre Francisco, que tais clérigos têm.