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“Não é animador”. Governo admite problema de sinistralidade rodoviária

29 dez, 2018 - 13:33

Secretário de Estado da Proteção Civil defende mobilização da sociedade civil para encontrar "novas forma de sensibilização dos condutores e medidas capazes de mitigar" os acidentes na estradas portuguesas.
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O secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, admite que os números da sinistralidade rodoviária em Portugal não são animadores e defende a necessidade de mobilizar a sociedade.

Em declarações aos jornalistas nas portagens dos Carvalhos, José Artur Neves considera que o balanço das primeiras 24 horas da Operação Ano Novo da GNR, em que foram registados três mortos, “não é animador, tal como em todo o mês de dezembro e no ano inteiro”.

“Os números estão em linha com o ano passado, constituem uma preocupação, daí a necessidade de todos mobilizarmos a sociedade civil, em particular, aqueles que trabalham nesta área quase todos os dias para encontrarmos novas forma de sensibilização dos condutores e encontrarmos formas e medidas capazes de mitigar a sinistralidade em Portugal”, declarou o governante.

José Artur Neves afirma que “Portugal manteve, até 2017, uma descida constante muito animadora” no número de vítimas na estrada, mas os últimos anos marcaram uma mudança.

Questionado sobre se é preciso avançar com medidas concretas, o secretário de Estado da Proteção Civil falou do reforço do patrulhamento “aprovado a meio do ano, com um plano de fiscalização para todo o território nacional, muito focado nas zonas de maior risco, no sentido de fazermos diminuir a sinistralidade”.

“A presença dos agentes da autoridade é uma presença dissuasora, de fiscalização, mas sobretudo de prevenção. É esse o objetivo: evitar os comportamentos de risco para que a velocidade, o álcool, o descanso, o uso indevido do telemóvel, que contribuem muito para a sinistralidade que temos, sublinha José Artur Neves.

No primeiro dia da operação "Ano Novo" da GNR, que começou na sexta-feira, registaram-se três mortes e um aumento do número de acidentes, num total de 230.

Na Operação "Natal Tranquilo" morreram 15 pessoas nas estradas portuguesas, o dobro em relação ao ano passado.

Comentários
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  • salette
    30 dez, 2018 lisboa 10:46
    Qeres ver que na vez de medidas de prevenção vamos ter aumento das coimas.Mais impostos indiretos pró cofre estado. É mais simples fazer leis nos confortáveis gabinetes de ar condicionado do que resolver os verdadeiros problemas,sinaletica,acessibilidade cruzamentos,controlo sinalético luminoso pontos negros,armadilhas nas estradas como mau escoamento das aguas fluviais etc.O estado tem muito a fazer antes de se atirar aos condutores com multas e cassações incríveis.Traços contínuos inadequados???????
  • Peixoto
    29 dez, 2018 Porto 18:33
    Muito interessantes as palavras do Sr José Artur Neves... Com que então até 2017 as vítimas tinham vindo a decrescer... Então de quem é a culpa?? Se a viragem se deu durante o governo do PS a culpa é do Kosta!! Admitam de uma vez por todas, O PAÍS ESTÁ PIOR!! O PS NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA GOVERNAR!
  • Filipe
    29 dez, 2018 évora 17:28
    Pelos vistos continuam a não aprender , tal como nos incêndios é no terreno nas zonas críticas que se faz a prevenção . não é com pessoal dentro dos quartéis à espera que o telefone toque ... e , nas estradas é igual , é no terreno ! Pelos vistos , afirmam terem em determinado período do tempo , como o Natal , milhares de GNR´s nas ruas , morrem 15 ... fora os que morrem a seguir feridos . Quer isto dizer que fora estes períodos os militares jogam Xadrez e Damas e bebem uns canecos ... Ora a matemática é esta : Se com patrulhamento morrem 15 ... sem , morrem 20 ? 30 ? 100 ? Metam mas essa gente que ganha mais que um professor licenciado , nas estradas aleatoriamente e de surpresa em zonas de risco agravado , quer faça Sol quer faça Chuva ! Trabalhem ! É o que não querem é Trabalhar , querem passear fardas , regalias , ordenados e reformar-se aos 55 anos ! Anda algum militar nas ruas ou polícia com 60 anos ? Tenham vergonha na cara , incompetentes .
  • roberto
    29 dez, 2018 lisboa 15:42
    Quando não se investe em sinalética digital ,traçados sem pontos negros,saidas das estradas sem armadilhas e se investe agressivamente sobre o condutor os resultados estão aí.Se o limite máximo em Portugal é de 120 km hora ,porque se importam veículos que excedem essa velocidade?Há uma hipocrisia nítida ,construam carros etc que não ultrapassem pelo menos os 120.