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Presidente do ACP

Mortes na estrada. As pessoas "guiam como loucas", mas o Governo "é o grande responsável moral"

26 dez, 2018 - 10:10 • Redação

A operação de Natal da GNR regista já o balanço mais negativo dos últimos anos. Desde sexta-feira foram contabilizadas 14 vítimas mortais.
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O presidente da Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, acusa o Governo de “cativar dinheiro” que devia ser usado em campanhas de sensibilização rodoviária.

“O grande problema do desastre que houve neste Natal está relacionado com as campanhas”, começa por dizer Carlos Barbosa, que acusa o Estado de ficar com dinheiro dos seguros: 4% vão para o fundo de garantia automóvel para pagar a quem não tem seguro e 50% deveriam ser usados para fazer campanhas rodoviárias.

“Há quatro anos que esse dinheiro não aparece para se fazerem campanhas, nem através da Prevenção Rodoviária, nem através da sociedade civil”, diz o presidente do ACP, lembrando que essa verba não pertence ao Orçamento do Estado, mas aos portugueses.

Na sua opinião, sempre que há campanha rodoviárias intensas os números diminuem.

“O Estado é o grande responsável moral de todos estes acidentes”, sublinha.

Nestas declarações à Renascença, Carlos Barbosa aponta ainda outras razões para os números preocupantes da sinistralidade rodoviária.

O facto do corpo da Brigada de Trânsito da GNR estar complemente desintegrado; exames extremamente permissivos; ensino da condução que já devia ter sido revisto e um Código da Estrada desadaptado à realidade.

“As pessoas vão continuando a circular sem consciência e não são chamadas à atenção. Portanto, continuam a guiar como loucos e matam-se este ano 14 pessoas...que é um número inaceitável”, remata.

Termina esta quarta-feira a operação de Natal da GNR, que regista já o balanço mais negativo dos últimos anos. Desde sexta-feira foram contabilizadas 14 vítimas mortais, sendo preciso recuar a 2014 para encontrar um número de vítimas tão elevado nesta época do ano.

Carlos Barbosa alerta ainda para o excesso de lotação de muitos carros, principalmente dos emigrantes, mas chama a atenção para o estado de muitas vias.

“É fundamental serem reparadas, mas se não há dinheiro para os hospitais como pode haver dinheiro para as estradas? As cativações que o ministro Centeno faz…devia preocupar-se obviamente com isto, mas apenas estão preocupados em ser bons alunos na Europa, e não estão preocupados com o bem-estar dos portugueses”.


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  • Armandina Sobral
    27 dez, 2018 EStoril 13:13
    Para mim que tenho carta ha 50 anos Tenho vivido a maior parte da minha vida no estrangeiro. Nunca vi nada como aqui onde as pessoas conduzem como loucos.Uso imensas vezes a A5 e tenho apanhado alguns sustos quer de carros quer de motas com velocidades que passam por mim e eu vou dentro dos limites de velucidade dadas pela lei Com tantos anos de carta apanhei pela primeira vez uma multa de 120€ porque o limite era 50 e eu ia 70.No local onde fui multada onde passo com muita frecoencia vejo passar carros com muita velocidade.Eu penso que as pessoas tem carros para andar e andam como loucos.Nem governo nem ninguem tem culpa que as pessoas andem como loucos.
  • José Cruz Pinto
    26 dez, 2018 ILHAVO 19:11
    Não chegou a IDIOTIA da culpa (moral) ser do Governo, surge agora noutra boca (ou noutra pena) a culpa atribuída à própria GNR. Coitadinhos de certos condutores, disse mais um "esperto", porque não sabem onde se meter quando a vêem! Que tal se continuassem com as mãos no volante, os olhinhos na estrada e o traseiro no assento, sem fazerem asneiras e prometendo não repetir as que vinham fazendo durante toda a viagem, motivo directo do pânico que tanto os assalta.
  • Pereira
    26 dez, 2018 Porto 18:32
    Infelizmente as operações da GNR ficam-se pelo aparato e pela pouca eficácia. Os senhores da GNR deveriam adoptar uma postura que fosse aceite pelas pessoas. O que acontece é que em virtude da maioria dos agentes pensarem que são os "donos disto tudo" faz com que o cidadão olhe para eles de modo desconfiado. Então quando alguém está a conduzir uma viatura e se depara com a GNR fica sem saber onde se meter e entra em pânico! Depois faz asneiras atrás de asneiras uma vez que está com o cérebro bloqueado! A culpa é da GNR. "À mulher de César não basta ser, também é preciso parecer"! E o que parece é que a GNR está pouco preocupada com a prevenção, está mais preocupada com a fiscalização!
  • O croquete
    26 dez, 2018 Lisboa 18:06
    Este direitolas que apoiou a PAF a falar é preciso cá uma lata , os amigos dele despediram milhares de instrutores da PRP e outros tantos milhares de GNR foram postos na rua pelos seus amigos fascistas .
  • António dos Santos
    26 dez, 2018 17:23
    Gosto muito pouco de ser censurado. Tudo o que escrevo eu assumo a responsabilidade. Se querem continuar a censurar, retirem a possibilidade de escrever no vosso site.SEJAM DEMOCRÁTICOS E PELA VERDADE!!!!!
  • Eborense
    26 dez, 2018 Évora 16:43
    Enquanto apenas se fizer caça à multa e não se tirarem os criminosos da estrada, esta "guerra civil" irá continuar a aumentar.
  • Rui
    26 dez, 2018 Lisboa 15:12
    O presidente do ACP a fazer campanha pela direita debitando parvoíces.
  • Cidadao
    26 dez, 2018 Lisboa 13:56
    Uns fiam-se demais nos modernos sistemas de segurança dos automóveis. Outros julgam-se capazes de proezas de duplos de cinema quando na realidade mal sabem guiar. Outros são bêbados e/ou irresponsáveis. Outros ainda, descarregam as frustrações carregando no acelerador até onde der. Pelo meio, uma Brigada de Trânsito da GNR, destruída ou reduzida a efectivos e meios muito abaixo dos mínimos, para "poupar", e estradas sem manutenção - contrapartida das negociações das PPP's rodoviárias. Juntem tudo e têm a receita para o desastre.
  • José Cruz Pinto
    26 dez, 2018 Ílhavo 13:25
    O Governo já é o responsável pelos incêndios e pelo roubo de armas em Tancos e, agora, é também o "louco" do Governo o responsável pela loucura dos condutores na estrada! Continuem com essas bacoradas se querem ver um sócio de 40 anos de ACP mandar-vos "encherem-se de moscas".
  • Filipe
    26 dez, 2018 évora 12:44
    A GNR e afins tem tal como os incêndios o mesmo comportamento de prevenção , primeiro regalias e ordenados , depois os outros já quando nada se pode fazer . Uma vergonha em Portugal a prevenção seja do que for . Nas estradas então está montado um negócio abismal de corrupção entre militares , tipos dos reboques , sucateiros e mortuárias . Vão ver no terreno ! O Estado agradece , deixa de pagar ordenados e pensões aos mortos . Milhares de forças de segurança em Portugal e militares , reformam tipos da Força Aérea que toda a vida mexeram em papeis com 55 anos e depois é a miséria que se vê em todo o lado . Todos adquiriram direitos onde um mete a seringa , outro pega na tesoura , outro mexe na perna , cada qual faz só o mínimo dos mínimos . Vão trabalhar incompetentes pagos pelos pobres e pelos impostos dos que morrem nas estradas , nos incêndios e afins .