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"Coletes amarelos". Marcelo passou pelo Marquês e elogia bom senso dos portugueses

21 dez, 2018 - 20:13

Presidente da República elogia maturidade, sensatez e bom senso dos portugueses em dia de manifestações do movimento dos "coletes amarelos".

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O Presidente da República elogia a "grande maturidade, sensatez e bom senso" com que os portugueses reagiram ao protesto dos "coletes amarelos", uma vez que não trocaram "a segurança da democracia" por "realidades aventureiras".

À chegada para participar na festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu às questões dos jornalistas sobre os protestos dos "coletes amarelos", que esta sexta-feira tiveram fraca adesão nas cidades portuguesas em que se realizaram.

"Eu penso que os portugueses reagiram com uma grande maturidade. Isto é, um povo com quase 900 anos e, portanto, não trocou a segurança da democracia por o que poderiam ser realidades aventureiras", começou por sublinhar.

Na opinião do Presidente da República, "genericamente os portugueses atuaram com uma grande sensatez".

"O que têm a exprimir, exprimem em eleições. Vão ter eleições daqui a cinco meses e, depois daí, a mais uns meses. Se gostam, gostam. Se não gostam, não gostam e escolhem outra realidade que gostem mais", disse.

"Coletes Amarelos" desiludidos com a fraca adesão ao protesto
"Coletes Amarelos" desiludidos com a fraca adesão ao protesto

Para Marcelo Rebelo de Sousa, os portugueses "percebem que, estar a reproduzir, ainda que seja por imitação, realidades que se verificam noutros países, noutro contexto, com violência, à margem do sistema", não faz parte da maneira de ser do povo português, considerando ser "sinal de bom senso".

"Houve pontualmente manifestações. Eu próprio quis observar o que se passava e passei agora a conduzir o meu automóvel pelo Marquês de Pombal, às 18h31, para ver mesmo o que estava a acontecer. Não havia manifestação em frente do Palácio de Belém", relatou ainda.

Cerca das 17:30, cerca de 30 manifestantes do movimento "coletes amarelos" permaneciam junto da praça Marquês de Pombal, em Lisboa, sem sinais de desmobilizar, mas também sem tomar qualquer iniciativa.

Outro protesto que estava convocado nas redes sociais, junto ao Palácio de Belém, também em Lisboa, para as 17:30, mobilizava, uma hora depois, apenas quatro pessoas e poucos agentes policiais.

A manifestação dos "coletes amarelos" teve hoje de manhã uma fraca adesão, mas provocou alguns condicionamentos de trânsito, tendo a polícia identificado 12 pessoas, no Porto e em Coimbra, e detido três manifestantes em Lisboa, na sequência de desacatos.

Os protestos dos "coletes amarelos" em Portugal foram convocados por vários grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos contestatários das últimas semanas em França.

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    22 dez, 2018 censurem à vontade 13:38
    Qual "bom senso"? Diga antes falta de genica e resignação de derrota, com muita inércia à mistura. Se metade da genica que se vê no que se diz nas redes sociais e nas caixas de comentários tivesse correspondência nesta manifestação, os políticos estavam barricados em S. Bento e Belém, com viaturas anti-motim a guardar as entradas e a Polícia encurralada nas esquadras. Se os franciús têm motivos para protestar, imaginem nós qua andamos há anos a ser aldrabados: Cavaco, Sócrates, Durão, Passos Coelho, António Costa e só não incluo Santana porque não esteve lá tempo suficiente. De canto de sereia em canto de sereia, fomos sendo "convencidos" de não haver alternativa e ter de suportar cada vez piores condições de Trabalho, Reforma e Vida. E então na crise de 2008 onde o dinheiro dos nossos impostos serviu para impedir o colapso da Banca - o Sector Público, o tal ineficiente e retrógrado a salvar o maravilhoso privado, eficiente e modernaço... - e depois impostos exorbitantes para manter esses mesmos bancos falidos, à custa das condições de Vida das pessoas. Digam lá se não há razões para protestar? O problema é além duma população envelhecida e quebrada, não haver verdadeiros lideres. Os que aparecem ou são criminosos de meia-tigela, ou tontinhos que obviamente, ninguém segue.