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EUA aprovam lei de apoio a vítimas de genocídio no Iraque e na Síria

12 dez, 2018 - 13:27

A lei deve beneficiar sobretudo as comunidades cristãs e yezidis, que ainda sofrem os efeitos da perseguição de que foram alvo por parte do Estado Islâmico.

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou esta quarta-feira uma lei de apoio às vítimas do genocídio levado a cabo pelo autoproclamado Estado Islâmico, no Iraque e na Síria.

Conhecida como a “Lei de socorro e responsabilização do genocídio do Iraque e da Síria de 2018”, esta medida foi apoiada por vários grupos religiosos, incluindo a Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

A lei prevê o fornecimento de assistência técnica e financeira com vista às necessidades humanitárias, de estabilização e recuperação das minorias religiosas no Iraque e na Síria, nomeadamente cristãos e yezidis, que foram duramente perseguidos pelo Estado Islâmico.

Essa assistência pode ser prestada diretamente pelo Governo Federal dos Estados Unidos ou por grupos de inspiração religiosa com presença no terreno.

A lei dá ainda mais poder departamento de Estado dos Estados Unidos – equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros – para investigar e deter pessoas relacionadas com o Estado Islâmico.

O grupo terrorista, que chegou a ocupar um terço do Iraque e um terço da Síria, começou a ganhar verdadeira dimensão em 2013, com a ocupação de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que foi conquistada no espaço de horas. Tanto Mossul como a região circundante tinham uma grande população cristã e de yezidis. A muitos cristãos foi dada a possibilidade de fugir, abandonando os seus pertences, mas os yezidis foram ainda amais duramente perseguidos, os seus homens mortos e mulheres capturadas e escravizadas.

O Estado Islâmico foi entretanto quase inteiramente derrotado, permanecendo apenas numa pequena bolsa de território na Síria, mas muitos dos cristãos e yezidis continuam sem regressar às suas casas, por medo ou por não terem condições para o fazer.

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