A+ / A-

Diretora da Huawei acusada de fraude

07 dez, 2018 - 22:40

Meng Wanzhou está em liberdade condicional. Estados Unidos acusam-na de ter violado as sanções ao Irão.
A+ / A-

A diretora financeira da empresa chinesa de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, foi acusada de fraude pela justiça norte-americana, após ter comparecido perante um juiz de Vancouver, no Canadá.

Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei, foi detida no sábado no Canadá, a pedido dos Estados Unidos.

Segundo documentos apresentados na audiência no tribunal de Vancouver, a diretora da Huawei foi detida por suspeita de ter mentido sobre uma filial da empresa, para poder aceder ao mercado iraniano, violando sanções norte-americanas.

O tribunal de Vancouver decretou a sua liberdade condicional, apesar de o advogado representante do Governo canadiano se ter oposto.

As autoridades dos Estados Unidos suspeitam que o grupo chinês exportou produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

Uma lei federal proíbe responsáveis governamentais e militares de utilizarem aparelhos fabricados pela Huawei e as suas alegadas ligações ao Partido Comunista chinês são frequentemente salientadas.

Washington também lançou uma vasta campanha junto de países aliados para dissuadir as suas empresas de telecomunicações de usarem equipamentos do grupo chinês por poderem dar a Pequim acesso a informações sensíveis, segundo a imprensa norte-americana.

A Huawei continua a defender a sua independência e afirma que nunca usou o seu equipamento para espiar ou sabotar as comunicações nos países onde este é usado.

Entretanto, o grupo chinês de telecomunicações afirmou-se hoje "surpreendido e desiludido" com declarações de um vice-presidente da Comissão Europeia que defendeu a necessidade de inquietação com a ameaça da empresa em matéria de segurança.

O grupo disse que está "aberto a um diálogo" com o vice-presidente Andrus Ansip para dissipar o mal-entendido e afirmou que tem a intenção de manter a "cooperação de longa data" com a Comissão Europeia.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.