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Fundos europeus

Costa pede "obra na rua". "É disso que as pessoas precisam"

07 dez, 2018 - 14:10 • Paula Caeiro Varela

"Competividade" ou "competitividade"? Apresentação do primeiro-ministro marcada por gralha no material de marketing. António Costa diz que Portugal é "campeão" na execução de fundos europeus na apresentação da reprogramação do Portugal 2020, em Lisboa.
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Um auditório cheio de ministros, autarcas e empresários, sala às escuras, um ecrã gigante onde se lê " REPROGRAMAÇÃO - PORTUGAL 2020 + COESÃO + COMPETIVIDADE" - assim mesmo, com uma sílaba a menos.

Na presença da Comissária Europeia da Coesão e Desenvolvimento Regional, Corina Cretu, o primeiro ministro reivindica para Portugal o título de campeão na execução dos fundos comunitários e pede “obra na rua”, esta sexta-feira, o mesmo dia em que o Presidente da República marcou as eleições legislativas do próximo ano.

A reprogramação do fundos do programa Portugal 2020 abrange fundos num total de 2, 7 mil milhões de euros, diz o Governo, considerando estes fundos fundamentais para manter o investimento sem comprometer as contas públicas.

“Para investirmos mais em Portugal, mantendo as contas certas o recurso aos fundos comunitários é absolutamente essencial porque são eles que sustentam quer investimento público, quer os que têm permitido alavancar investimento privado, sem que as empresas se endividem mais e sem que as câmaras, o Estado, as regiões possam deixar de ter as suas contas certas”, disse o primeiro-ministro, para quem é a política de coesão que leva a União Europeia à porta dos cidadãos.

“A politica de coesão traz Bruxelas até à rua de cada um de nós. Trouxe no saneamento, na melhoria da qualidade da água, trouxe na melhoria do espaço público. Traz na reabilitação urbana, no investimento nas empresas que criam mais e melhor emprego. A União Europeia, no dia-a-dia, das pessoas tem sobretudo a ver com a política de coesão”, afirmou António Costa, agradecendo ao ministro do Planeamento, Pedro Marques, o trabalho na reorientação de fundos.

Feita reprogramação e feito o agradecimento, mãos à obra, que é preciso mostrar. “Agora é simples: feita a reprogramação, projetos a apresentar, a analisar, a aprovar e, sobretudo, obra na rua, que é isso que as pessoas precisam, é isso que a economia precisa para continuarmos a ter uma estratégia de mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade”, concluiu António Costa, que saiu do Centro de Congressos de Lisboa sem querer responder a perguntas dos jornalistas.

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