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Trump volta a atacar agenda ambiental de Obama para “dar gás” ao petróleo e carvão

06 dez, 2018 - 23:24

Trump passou a reverter as medidas de proteção ambiental e climáticas da era Obama para maximizar a produção de combustíveis fósseis domésticos, incluindo petróleo bruto.
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A administração Trump fez ponto de mira a duas políticas ambientais da era Obama esta quinta-feira. O objectivo é impulsionar as indústrias de petróleo e carvão. Trump quer abrir o habitat de vida selvagem de uma ave para a perfuração e mineração e removeu barreiras para a construção de novas minas a carvão.

As medidas, parte de uma agenda mais ampla do presidente norte-americano Donald Trump para reavivar a indústria do carvão e aumentar a produção interna de energia, ocorrem no meio de alertas cada vez mais urgentes do seu próprio governo sobre mudanças climáticas e dos líderes mundiais se reunirem numa conferência da ONU para combater o aquecimento do planeta.
Estas propostas foram aplaudidas pelas indústrias do carvão e petróleo, mas provocaram alvoroço nos grupos ambientalistas falam de grandes desafios legais.
"Trump e seus apoiantes estão a cumprir a lista de desejos das indústrias de carvão e petróleo, mas vão enfrentar o desejo das pessoas por um mercado de energia limpa", disse Mary Anne Hitt, diretora senior da campanha Beyond Coal, do Sierra Club.
O Departamento do Interior dos Estados Unidos propôs a flexibilização das proteções da era Obama em relação a uma ave, a perdiz-silvestre maior, para assim impulsionar a extração de petróleo.
Anunciado pelo subsecretário do Departamento do Interior, David Bernhardt, natural do Colorado e ex-lobista da energia, a proposta permitiria mudanças nos mapas de limite de habitat das aves - consideradas pelos conservacionistas como uma espécie-chave para o ecossistema da América.
O governo Obama lançou um plano para proteger a perdiz-silvestre em setembro de 2015 e listar a ave terrestre sob a Lei de Espécies Ameaçadas, uma medida que potencialmente teria implicado proteções ainda mais severas ao habitat.
As indústrias de petróleo e mineração, no entanto, disseram que os limites para o desenvolvimento são exagerados.
Também na quinta-feira, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA propôs a reversão de uma regra da era Obama que exigia que as novas minas de carvão dos EUA reduzissem as emissões de carbono.
Rejeitando as críticas de que a medida aumentaria potencialmente as emissões de carbono, Andrew Wheeler, ex-lobista do carvão, argumentou que a medida estimularia investimentos mais limpos nos Estados Unidos, que seriam exportados para o mundo todo e ajudariam a reduzir as emissões globais.
Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2017, Trump passou a reverter as medidas de proteção ambiental e climáticas da era Obama para maximizar a produção de combustíveis fósseis domésticos, incluindo petróleo bruto.
A produção de petróleo dos EUA já é a mais alta do mundo, acima da Arábia Saudita e da Rússia, após um boom que foi desencadeado há mais de uma década por uma tecnologia aprimorada de perfuração.
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