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FC Porto

Sérgio Conceição: "Têm de me meter numa jaula"

06 dez, 2018 - 12:33

Técnico do FC Porto comenta expulsão no Bessa. "No golo do Éder, ninguém soltou um palavrão?", pergunta, numa conversa sobre o tema que vai do tempo útil de jogo a Jorge Jesus.
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Sérgio Conceição comentou, esta quinta-feira, a sua expulsão frente ao Boavista, no Bessa, pela celebração do golo que deu a vitória ao FC Porto.

Em conferência de imprensa, o treinador do FC Porto começou por ressalvar que "ninguém fica agradado por ser expulso" e apontou que, das três que foi expulso, duas foram por sair da área técnica e "desta vez foi por festejar efusivamente o golo". Para justificar esse mesmo festejo, Sérgio Conceição deu o exemplo do golo de Éder que deu a Portugal o título o campeão europeu, no Euro 2016, na final com a França.

"[O jogo no Bessa] não foi um jogo de futebol. Foi uma batalha. Marcamos um golo aos 92 minutos eu comemoro, é verdade, com um palavrão pelo meio. Parece que foi a coisa mais grave que aconteceu. No golo do Éder, ninguém soltou um palavrão? Tirando se estivessem na missa. Quem estava a ver o jogo, não é normal? Os golos do Éder, para mim, são todos os jogos do FC Porto. São vividos com emoção e paixão. Se calhar, não posso ir para o banco, têm de me meter numa jaula", declarou.

Aquilo de se falou e o que ficou por falar

Sérgio sentiu "uma indignação incrível" a reação na comunicação social à sua expulsão. O técnico frisou que o jogo no Bessa foi "muito disputado e muito intenso", algo para que os dragões estavam precavidos.

"Não contava era que o Boavista não jogasse futebol. A outro candidato, no Bessa, o Boavista fez 12 faltas e a nós fez mais do dobro. E houve tantas outras que não foram assinaladas. Foi nesses 15 minutos que o árbitro começou a perder o jogo. Ouvi dizer que a minha expulsão era uma vergonha e nem falaram do tempo útil de jogo. Se calhar, dois ou três jogadores do Boavista não jogavam na segunda parte. Não ouvi nada disso. Ouvi falar da minha expulsão e de um penálti", comentou.

Para Sérgio, "há muita gente que se aproveita" deste tipo de situações para tirar o foco de "um ciclo de vitórias convincentes" do FC Porto.

Sérgio Conceição rejeitou a ideia de estar a ser perseguido, contudo, alertou que "há coincidências", porque o fiscal de linha que chamou o árbitro para o expulsar na Supertaça seria o mesmo que pediu a mesma coisa ao árbitro no Bessa. Nas explicações, não faltou Jorge Jesus.

"O meu amigo Jorge Jesus vive o jogo da mesma forma que eu vivo e nunca o vi ser expulso nos muitos anos que treinou o Portugal, por festejar o golo de forma mais efusiva ou por sair da área técnica. Tinha jogos contra ele em que ele às vezes estava ao pé do meu banco e estávamos os dois ali a conversar", recordou o timoneiro portista.

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