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​Bispo de Vila Real pede valorização do verdadeiro sentido do Natal

05 dez, 2018 - 12:33 • Olímpia Mairos

D. Amândio Tomás denuncia que “o eclipse de Deus trocou a adoração de Jesus pelo dinheiro, pelos bens materiais, pelo espetáculo e pelo brilho efémero das coisas terrenas”.
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O bispo de Vila Real, D. Amândio Tomás apela, na sua mensagem natalícia, às comunidades da diocese que recuperem a dimensão religiosa do Natal, numa sociedade que “trocou o Menino Jesus pelo Pai Natal e pelo consumo desenfreado”.

“O Natal perdeu a conotação religiosa, com o Filho de Deus feito homem. O eclipse de Deus trocou a adoração de Jesus pelo dinheiro, pelos bens materiais, pelo espetáculo e pelo brilho efémero das coisas terrenas”, constata o prelado.

D. Amândio Tomás, informa que “este Natal é, de certo, o último, como bispo de Vila Real” e pede aos cristãos para serem “fiéis à vocação” a que são chamados “de fé e esperança no Filho de Deus” e exorta-os a permanecerem “firmes na fé e na esperança e ativos na caridade”, sem terem “vergonha de Cristo, que nasceu, morreu e ressuscitou, para nossa salvação”.

“Se obedecermos e colhermos a mensagem do Natal, a razão de Deus encarnar e se fazer um de nós, testemunharemos que não foi em vão que o Filho de Deus veio, para nos dar a vida e nos servir e salvar, nascendo da Virgem Maria, fazendo o bem, morrendo e ressuscitando por nosso amor”, realça D. Amândio.

O prelado completou 75 anos de idade em abril, tendo apresentado a sua resignação ao Papa, como determina o Direito Canónico, e aguarda um substituto.

“É preciso formar Leigos e confiar-lhes as missões a que são chamados”

Na mensagem de Natal o bispo transmontano alude também ao ano missionário que a Igreja está a viver, em Portugal, até outubro do próximo ano, e defende que “há que preparar os agentes evangelizadores, os arautos da Boa Nova de Jesus Cristo”.

“Há que inovar, que arregaçar as mangas e encontrar maneiras novas e nova linguagem e os processos de cativar as pessoas, para o conhecimento e o amor de Deus, que se manifesta em Jesus Cristo e nos santifica e molda interiormente, pelo Seu Espírito”, observa D. Amândio.

O bispo de Vila Real recorda que a diocese está a preparar celebração do centenário da criação da Diocese de Vila, que ocorre a 20 de abril de 1922, e manifesta alguns desejos para a caminhada.

“Há que sonhar, arquitetar e implementar estudos, celebrações e ações de catequese e evangelização, nas paróquias e nos arciprestados, com novos processos, nova linguagem e novo ardor, em ordem à construção da Igreja Diocesana, feita de pedras vivas, de cristãos convertidos e inteiramente fiéis e conformes à imagem de Jesus Ressuscitado”, sustenta.

O prelado transmontano defende que é preciso “formar Leigos, apostar neles, confiar-lhes as missões a que são chamados e para as quais estão, naturalmente, capacitados e predispostos”.

D. Amândio Tomás alerta ainda para a crise demográfica e a quebra no número de sacerdotes na diocese e observa que “há que acordar para a nova evangelização dos poucos que somos, espevitando o ardor missionário, indo às periferias, para levar o tesouro do Evangelho aos homens e mulheres de hoje”.

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