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Senadores americanos acreditam que Príncipe saudita mandou matar Khashoggi

05 dez, 2018 - 00:38

“Era preciso ser voluntariamente cego para não chegar à conclusão de que isto foi orquestrado e organizado por pessoas sob o comando de MbS”, disse ao senador Lindsey Graham após uma reunião com a diretora da CIA.
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Depois de ouvirem as informações da CIA, vários senadores norte-americanos estão certos de que o príncipe saudita Mohammed bin Salman (MbS) é o autor moral do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

“Era preciso ser voluntariamente cego para não chegar à conclusão de que isto foi orquestrado e organizado por pessoas sob o comando de MbS”, disse aos jornalistas o senador Lindsey Graham.

O político republicano falava após uma reunião com a diretora da CIA, Gina Haspel, que colocou os senadores a par das informações recolhidas pela agência.

Lindsey Graham pretende que a administração do Presidente Donald Trump responsabilize o herdeiro do trono saudita pelo assassinato de Khashoggi.

Pode não haver uma “arma fumegante” neste crime, ocorrido na embaixada saudita em Istambul, mas existe uma “serra fumegante”, conclui o senador, numa referência à serra utilizada para assassinar o jornalista crítico do regime de Riade que estava a residir nos Estados Unidos.

Republicanos e democratas querem aprovar uma condenação formal contra a Arábia Saudita, mas estão divididos sobre como o fazer.

Richard Shelby, senador republicano, considera que “alguém tem que ser punido”, mas “a questão agora é como separar o príncipe saudita e o seu grupo da nação”.

Muitos democratas defendeu a votação de uma resolução, sem emendas, para acabar com todo o apoio dos Estados Unidos à coligação liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes do Iémen.

No entanto, Trump e alguns republicanos consideram que Washington não deve dar qualquer passo que possa comprometer as relações com o governo de Riade, o maior opositor do Irão no Médio Oriente.

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