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Como atingir a neutralidade carbónica até 2050?

04 dez, 2018 - 07:48

Roteiro define cenários macroeconómicos e apresenta modelos para as emissões de gases com efeito de estufa.
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O Governo reafirma o compromisso de Portugal atingir a neutralidade carbónica até 2050, na apresentação de um roteiro que define cenários macroeconómicos e apresenta modelos para as emissões de gases com efeito de estufa.

O “Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050” é apresentado esta terça-feira, numa sessão em Lisboa, na qual participam o ministro do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

A neutralidade carbónica significa que as emissões de gases com efeito de estufa não ultrapassam a capacidade de as remover, por exemplo através da floresta.

Portugal quer chegar a essa neutralidade em 2050 e as metas e medidas para tal são apresentadas hoje, compreendendo por exemplo a eletrificação da economia, a produção de energia solar, a redução das emissões da indústria ou a redução dos resíduos urbanos.

Nesta cerimónia também se falará de transportes e de mobilidade, de agricultura e florestas, de água, resíduos e economia circular, de energia e de indústria.

O roteiro defende que a próxima década será decisiva para Portugal ser neutro nas emissões carbónicas, com mais setores da economia a virarem-se para a eletricidade produzida a partir de fontes renováveis.

Já para 2030, pretende-se que 80% da energia produzida venham de fontes renováveis, chegando aos 100% progressivamente 20 anos mais tarde, de acordo com dados do Ministério do Ambiente.

É entre 2020 e 2030 que se "deverá verificar uma redução de emissões mais significativa", defende-se no documento que será apresentado, segundo o qual em 2040 os veículos a gasolina deixarão de ser competitivos.

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