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Paulo Teixeira

​Benfica está "a ver fantasmas onde não existem"

03 dez, 2018 - 12:45

Paulo Teixeira, membro suplente do Conselho Superior do FC Porto, refuta as críticas do rival encarnado e sublinha que o campeão nacionais foi, frente ao Boavista, justo vencedor num jogo em que teve razões de queixa da arbitragem.
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Paulo Teixeira, membro suplente do Conselho Superior do FC Porto, refuta as críticas das últimas horas do diretor de comunicação do Benfica, Luis Bernardo, às arbitragens nos jogos do campeão nacional.

Em declarações a Bola Branca, Paulo Teixeira sublinha que, apesar da vitória (1-0), o FC Porto saiu do Bessa com razões de queixa da arbitragem. "Por muito respeito que me possa merecer o Luis Bernardo, não posso concordar com ele porque tivemos um jogo de sentido único. Houve um antijogo permanente por parte do Boavista e a haver um vencedor justo só poderia ser o FC Porto", enfatiza.

Sobre o lance de possível penálti de Brahimi sobre Rochinha e não assinalado pelo árbitro, Paulo Teixeira responde com ironia. “Pelos vistos, em Lisboa veem as imagens mais rápido, porque só sete minutos depois alguém especialista na matéria conseguiu descortinar a falta. Mas é engraçado que, em sentido contrário, a TV não passe imagens na zona sul do país. O Porto também se pode queixar da arbitragem no lance do golo invalidado ao Herrera. E aos 25 minutos já poderia haver jogadores do Boavista fora do campo”, acrescenta.

Críticas dos rivais são consequência da força portista

As críticas do Benfica ao jogo do Bessa e ao FC Porto não surpreendem Paulo Teixeira. “É natural quando os nossos mais diretos rivais estão a tentar organizar-se e no segundo dia de uma nova vida", frisa.

Paulo Teixeira que o FC Porto "está numa linha ascendente com uma equipa bem moldada pelo Sérgio Conceição e a incomodar muita gente".

"Sabemos das dificuldades para o Porto revalidar o título nacional, mas está tudo no bom caminho e os jogadores do Porto já deram provas a nível nacional e internacional que estão a fazer uma excelente época e é natural que alguém nos bastidores queira cortar este ímpeto e veja fantasmas onde eles não existem”, adiciona.

Após a obtenção do golo de Hernâni, que deu ao FC Porto o triunfo frente ao Boavista, Sérgio Conceição foi expulso. Mesmo desconhecendo os factos que levaram o árbitro Hugo Miguel a mandar o treinador do Porto embora, Paulo Teixeira defende mais condescendência dos juízes de campo e não encontra explicações para a decisão.

“Temos de ver a situação e o momento do jogo, a circunstância do estádio com uma pressão grande e é perfeitamente natural que Sérgio Conceição, que não deixa nada guardado dentro dele, tenha impulsos como qualquer outro ser humano. Não sabendo o que se passou, pode ter sido a exteriorização de um momento único. Veja-se o que aconteceu com José Mourinho, que pontapeou uma caixa com garrafas de água, quando o Manchester marcou no último minuto”, exemplifica.

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