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Novos bispos prometem Igreja a colaborar com instituições

25 nov, 2018 - 19:43 • Eunice Lourenço , Aura Miguel

D. Rui Valério e D. Daniel Henriques foram ordenados este domingo no Mosteiro dos Jerónimos.

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Uma Igreja aberta, missionária e em colaboração permanente com as instituições tendo em vista o bem comum – é este, em resumo, o compromisso, deixado pelos dois novos bispos que foram ordenados este domingo no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, D. Rui Valério, novo bispo das Forças Armadas e de segurança, e D. Daniel Henrique, que vai desempenhar a sua missão como bispo auxiliar do Patricardo de Lisboa.

D. Rui Valério, que é missionário monfortino e era paróco na Póvoa de Santo Adrião, disse que assumir esta nova missão é como estar “de novo em casa”, porque já tinha servido as Forças Armadas como capelão. O novo bispo começou por agradecer a presença nos Jerónimos dos ministros da Defesa e da Administração Interna e dos chefes militares, porque “revela o apreço do Estado português em relação à Igreja e ao papel que esta tem na sociedade e em concreto a ação nas Forças Armadas”.

“A laicidade do Estado não inviabiliza nem atenta contra a reciproca cooperação”, continuou D. Rui Valério, que prometeu ser um “leal colaborador”, sempre disponível a trabalhar para o bem comum. Depois, fez questão ter uma palavra em particular para o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, a quem elogiou o modelo de liderança, e para cada um dos chefes dos ramos.

“Ser militar é uma vocação, um chamamento, que ao mesmo tempo vai plasmando o carater”, disse D. Rui Valério, certo de que “a santidade é uma vocação que existe nas nossas fileiras”. A sua “fonte de inspiração para a missão da Igreja nas Forças Armadas”, afirmou, é o centurião que aparece nos Evangelhos e que, com humildade e fé, pede a Jesus que cure um dos seus servos, dizendo uma frase que, dois mil anos depois, continua a ser repetida em cada missa: “Senhor, não sou digno que entreis na minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.”

O novo bispo também fez questão de agradecer à sua família pela naturalidade com que lhe transmitiu a fé. E contou mesmo que chegou a julgar que Nossa Senhora de Fátima era uma pessoa da família tal a normalidade e familiaridade com que a sua avó, que esteve em Fátima no 13 de outubro de 1917, falava de Maria.

Também D. Daniel Batalha fez referência à família e até fez questão que alguns jovens casais com filhos pequenos que acompanha se sentasse ao pé da sua família de sangue na missa de ordenação episcopal. “Ser padre para e com as famílias” foi, disse, a sua atitude nas paróquias por onde passou.

O novo bispo auxiliar de Lisboa, que irá acompanhar as paróquias da zona Oeste do Patriarcado, também agradeceu a presença de vários autarcas nos Jerónimos. “Recordam que a Igreja não se deve fechar sobre si mesma, mas abrir-se à colaboração com as instituições para o bem comum”, disse D. Daniel Batalha, que era prior de Torres Vedras quando foi escolhido pelo Papa Francisco para bispo.

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