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Lisboa. Assaltantes continuam a atacar carros para roubar as quatro rodas

13 nov, 2018 - 15:53 • João Carlos Malta

PSP deteve um grupo, mas há outros ativos em Lisboa. Na zona de Alvalade, os moradores relatam mais três casos, no último fim-de-semana.
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Uma média de 60 furtos de rodas por mês, desde junho, já deixava antever que houvesse mais do que um grupo ativo na zona de Lisboa. E a confirmação chegou depois da PSP ter anunciado a detenção de um grupo de três indivíduos. Mesmo depois desta ação, os casos continuam a multiplicar-se.

Já este fim-de-semana, na zona de Alvalade, os moradores reportaram mais três casos através das redes sociais e até publicaram a fotografia de mais um carro atacado.

Os alvos foram carros da marca Renault e Citröen, na zona que compreende a rua Alferes Malheiro e a rua Marquês de Soveral, em Alvalade.

Fonte policial avança à Renascença que de facto há mais casos reportados às forças de segurança, mas que as queixas diminuiram. "Nestas situações, há sempre o fenómeno de imitação", acrescenta a mesma fonte.

Tal como o intendente Resende, chefe da divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, avançou aos jornalistas, durante o anúncio da detenção do trio na segunda-feira, os assaltantes procuram pneus e jantes de luxo impendentemente da marca da viatura.

Ou seja, a detenção dos três indivíduos não terminou com o fenómeno na Grande Lisboa.

A possibilidade já tinha sido aventada pelo próprio intendente Resende. “Quando surge um fenómeno que pode ser rentável pode haver mais grupos”, considera.

Aliás já depois da detenção do trio, com idades entre os 21 e os 27 anos, os investigadores continuaram o trabalho e chegaram aos receptadores.

Alguns dos suspeitos foram constituídos arguidos pelo crime de receptação.

Mais de 300 furtos em cinco meses

Até ao momento a PSP ligou ao grupo detido 14 casos, mas acredita que haverá mais furtos a que o trio está relacionado. Nos últimos cinco meses registaram-se mais de 300 furtos deste género.

Este é um negócio altamente rentável e tem uma estrutura bem montada. Os assaltantes procuravam os alvos e depois vendiam o material furtado por 700 a 800 euros, em stands e oficinas.

Os receptadores revendiam por quantias entre os 1200 e os 1500 euros. São valores muito abaixo dos dois mil a três mil euros que as jantes e os pneus valem se forem adquiridos de forma legal.

Do grupo detido pela PSP, apenas um elemento, que a polícia acredita ser o cabecilha, ficou em prisão preventiva. Os outros dois saíram em liberdade com obrigação de se apresentarem periodicamente na esquadra da zona de residência.

Comentários
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  • Revoltado
    17 nov, 2018 Famalicao 11:40
    Constituam milicias populares organizadas e quando apanharem esses tipos a roubar, não chamem a inútil polícia: partam-lhes os braços e as pernas.
  • Filipe
    14 nov, 2018 évora 09:54
    Claro , só aparece GNR e PSP em frente dos Tribunais , nos jogos de futebol ao fim de semana e para dirigirem sindicatos . Não querem saber de dar o corpo às balas e dobrarem a espinha , só lhes interessa amontoarem processos criminais em Tribunal para depois se mostrarem como capas de revista . Gente inútil que anda a enganar o povo Português desde algum tempo a esta parte . O descontrolo nos acidentes rodoviários é a prova provada que essa gente sofre de inutilidade pública , ainda se queixam da falta de prevenção dos Bombeiros ... coitados no meio dito tudo onde um soldado ou polícia mama mais de 1000 euros por mês , por vezes nem a farda veste e ainda se queixa que quer ajuda para a comprar .