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​Em Nome da Lei

Inteligência artificial “poderá fazer desaparecer a profissão de juiz, mas não a de advogado”

10 nov, 2018 - 13:57 • Marina Pimentel

O impacto das novas tecnologias no mundo do direito foi o tema desta semana do programa Em Nome da Lei.
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Em Nome da Lei - Inteligência artificial na Justiça - 10/11/2018
Em Nome da Lei - Inteligência artificial na Justiça - 10/11/2018

A inteligência artificial “poderá fazer desaparecer a profissão de juiz, mas não a do advogado”, defende Nuno Silva Vieira no programa Em Nome da Lei da Renascença.

O jurista apresentou esta semana, na Web Summit, uma nova ferramenta tecnológica para a área da Justiça.

O advogado cita um relatório de Oxford que fala na eliminação a prazo de quase metade dos pontos de trabalho dos juízes e na extinção pura e simples da profissão de funcionário judicial.

Nos Estados Unidos, já há juízes a usar ferramentas informáticas capazes de avaliar as probabilidades de reincidência de um suspeito. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal vai começar a usar tecnologia para analisar a admissibilidade de alguns recursos. E em Londres, quase metade dos escritórios usam já inteligência artificial, capaz por exemplo de redigir petições, que são os documentos que o advogado dirige ao juiz.

Em Portugal, já há várias sociedades de advogados a usar ferramentas da chamada inteligência artificial, nomeadamente para analisar e rever documentação, como por exemplo contratos.

O advogado Nuno Silva Vieira afirma que muita coisa “irá mudar na profissão nos próximos anos. Uma dessas mudanças será uma maior proximidade do cliente ao processo”.

O professor da Universidade Católica Luís Barreto Xavier diz que está em curso uma “uberização” da advocacia; “novas formas de advocacia, que podem passar por plataformas, como as que existem para o transporte de pessoas”.

Essas novas formas de advocacia preocupam a União Internacional dos Advogados. Para o seu presidente cessante, Pedro Pais de Almeida, “é impensável que as máquinas possam substituir as pessoas. Não por razões corporativas. Mas para proteção do cidadão”.

“A regulação é fundamental, para proteger os cidadãos”, defende Pedro Pais de Almeida. “Enquanto no caso de um advogado que preste mau serviço, é possível recorrer e apresentar queixa à Ordem dos Advogados ,no caso de plataformas que oferecem serviços jurídicos, sem estarem para isso licenciadas, quem recorre ao seus serviços fica sem qualquer proteção legal”, afirma.

O advogado Nuno Silva Vieira acha “especialmente preocupante, o que se está a passar na China. Este país quer estar na dianteira da evolução tecnológica, registou 17 mil patentes no último ano. E até já transmite telejornais sem pivot. Tudo sem qualquer regulação”.

Declarações ao programa de Informação da RR Em Nome da lei que na semana do Web Summit tenta perceber como é que a inteligência artificial pode ,e já está a revolucionar o Mundo do Direito.

Comentários
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  • Filipe
    11 nov, 2018 évora 23:01
    Preocupem-se em Portugal os Magistrados de aplicar a lei aprovada na Assembleia da República não serão substituídos no futuro . Agora , como se vês a torto e direito a plicarem as suas leis moldadas às suas Sentenças , só a rua os espera um dia . Para mais , tendo hoje um Ministério Público , tal como afirmou o Presidente Ventinhas , mal pago dizendo ele , para justificar que na parte Criminal já abalou tudo e ficou o pior ... confirma-se a peixaria que é hoje as detenções fora do flagrante delito para alguém ser presente a juiz . Pior nem a PIDE/DGS conseguiu fazer ... mesmo pior só nos tempos da Gestapo , por isso se confirma o pior que lá ficou , gente demente à procura de progredir na carreira a troco da patifaria que faz aos seres humanos e condenado já por tribunais Internacionais . Uma chacina humana nunca vista , a cheirar a miúdos e miúdas que ainda não desmamaram o leite materno .