A+ / A-

Cadeira de rodas e tese de Stephen Hawking leiloadas por um milhão de euros

09 nov, 2018 - 07:35

Parte do dinheiro reverte para a fundação do cosmólogo e uma associação britânica de apoio a pessoas com doenças neurodegenerativas.
A+ / A-

Uma cadeira de rodas usada pelo físico britânico Stephen Hawking e uma cópia da sua tese de doutoramento foram leiloadas por 881 mil libras (um milhão de euros), anunciou a leiloeira Christie's.

A cadeira motorizada, que Hawking usou depois de ter ficado paralisado por uma doença neurodegenerativa, foi vendida por 340.790 euros, com o dinheiro a reverter para a fundação do cosmólogo e uma associação britânica de apoio a pessoas com doenças neurodegenerativas.

Uma das cópias da tese de doutoramento, que o físico teórico escreveu em 1965 sobre as origens do Universo, foi leiloada por 671.509 euros, um valor três vezes superior ao estimado.

No leilão, promovido na internet pela leiloeira britânica, foi igualmente vendida uma coleção de medalhas e prémios, por 340.790 euros.

Stephen Hawking, que sofria desde jovem de esclerose lateral amiotrófica, doença que o deixou numa cadeira de rodas e a comunicar através de um sintetizador de voz, morreu em março com 76 anos.

As suas cinzas estão depositadas na Abadia de Westminster, em Londres, entre as sepulturas do físico Isaac Newton (1643-1727), que formulou a lei da gravitação universal, e do naturalista Charles Darwin (1809-1882), que postulou a teoria da evolução das espécies por seleção natural.

O último livro de Hawking, "Breves respostas a grandes perguntas", que compila as suas últimas reflexões sobre o Universo, foi lançado há cerca de um mês em Londres, no Reino Unido.

Numa mensagem póstuma, transmitida na apresentação da obra, o físico advertiu que a ciência e a educação estão ameaçadas no mundo.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.