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Falsas presenças no Parlamento. PGR analisa caso de José Silvano

07 nov, 2018 - 22:27

Deputado está envolvido numa polémica sobre falsas presenças em plenários.
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A Procuradoria-Geral da República está a analisar o caso do deputado e secretário-geral do PSD José Silvano, envolvido na polémica sobre falsas presenças em plenários do Parlamento

“A Procuradoria-Geral da República encontra-se a analisar os elementos que têm vindo a público com vista a decidir se há algum procedimento a desencadear no âmbito das competências do Ministério Público", refere em resposta enviada à agência Lusa.

No sábado, o semanário "Expresso" noticiou que José Silvano não faltou a qualquer das 13 reuniões plenárias realizadas em outubro, apesar de em pelo menos um dos dias ter estado ausente.

Uma informação falsa, conforme o próprio admitiu ao semanário, dado que na tarde de 18 de outubro esteve no distrito de Vila Real ao lado de Rui Rio, líder do partido, cumprindo um programa de reuniões que teve início às 15h30. Apesar disso, alguém registou a presença do secretário-geral social-democrata logo no início da sessão plenária, quando passavam poucos minutos das 15h00.

O “Jornal de Notícias” apurou que a bancada do PSD já tem dois nomes suspeitos de terem picado o ponto por Silvano. A informação terá sido obtida com a ajuda dos serviços da Assembleia da República.

Nova polémica

Esta quarta-feira, José Silvano assinou a folha de presença da comissão eventual para a Transparência, mas não assistiu à reunião.

O parlamentar chegou à hora do início da reunião, 14h00, assinou a lista de presenças e deixou a sala onde decorreu a reunião, que se prolongou até cerca das 16h00, sem sequer chegar a sentar-se, e não mais voltou.

Questionado pelas 16h30, pela Lusa e pela Sábado, nos corredores da Assembleia da República, sobre os motivos da sua ausência da reunião, Silvano disse apenas que esteve a fazer trabalho político, sem querer especificar qual.

Instado a explicar como pode ter sido usada a sua 'password' para registar presenças em plenário em dias em que esteve ausente, José Silvano considerou "não ter mais nada a explicar" e disse estar "de consciência tranquila e com energia para continuar".

Na terça-feira, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, informou que pediu explicações aos serviços do parlamento sobre alegadas discrepâncias nos registos de presenças do deputado José Silvano, que concluem que outra pessoa terá utilizado a sua palavra-passe.

No mesmo dia, o próprio deputado e secretário-geral do PSD rejeitou que se tenha aproveitado de dinheiros públicos, sem explicar como existe uma falsa presença sua em plenário registada no parlamento, nem como a sua 'password' foi usada por terceiros.

Hoje, o líder do PSD, Rui Rio, reiterou que a sua posição sobre o secretário-geral do partido permanece inalterada, dois dias depois de assegurar que mantém a confiança política em José Silvano, admitindo tratar-se de um caso que "não é agradável" e qualificando-o como "pequenas questiúnculas".

Comentários
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  • Hernâni Roidrigues
    08 nov, 2018 Anadia 14:07
    Estes fulanos alegam "trabalho político" sempre nque metem o pé na argola. Este alegado trabalho político não passa de actividades partidárias e/ou actividades particulares. Tratando-se de actividades partidárias cabe ao partido custeá-las e não aos contribuintes em geral. Se são assuntos particulares.está tudo dito.... Além de andarem a chular o povo ainda quererem fazer de nós parvos.
  • Jorge
    08 nov, 2018 Seixal 11:57
    São nestas "pequenas questiúnculas" que dá para perceber a maneira de estar na politica dos direitolas do PSD. O objetivo deles é chegar ao poder, sugar a riqueza nacional para meia dúzia de compinchas da banca, energia, seguros, telecomunicações, etc, a troco de, no fim da legislatura, obterem um cargo administrativo remunerado por centenas de milhares de euros.