A+ / A-

Ordem dos Médicos duvida que ala pediátrica do S. João avance no próximo ano

07 nov, 2018 - 19:41 • Henrique Cunha

Governo só não acelera ala pediátrica do S. João “se não quiser”, diz presidente da Seção Regional do Norte.
A+ / A-

A Seção Regional do Norte da Ordem dos Médicos não acredita que as obras de construção da ala pediátrica do hospital São João, no Porto, arranquem no próximo ano.

Em declarações à Renascença, o presidente António Araújo admite a possibilidade de o processo burocrático relacionado com a reabertura do concurso demorar mais de um ano a ser concluído.

"Na minha opinião sincera, na minha mais profunda convicção acho que não e acho que não porque o Governo lançou há poucos dias o concurso para projeto da obra e, portanto, estamos a voltar tudo ao início. Temo sinceramente que ultrapasse um ano", afirma António Araújo.

O presidente da Seção Regional do Norte da Ordem dos Médicos diz ser possível ao Governo acelerar o processo.

"É possível encontrar uma solução legal célere e o Governo só não o fará se não quiser, porque se é possível contribuir com rapidez e com muita facilidade com vários milhões para a resolução das questões dos bancos também com certeza será possível encontrar uma fórmula para resolver a situação do hospital pediátrico do Hospital de São João”, sublinha.

Para António Araújo, foi " uma decisão política errada" o actual Governo ter abandonado o projecto da Associação Joãozinho que contava com uma parte de capitais privados.

Contudo, o presidente da Seção Regional do Norte da Ordem dos Médicos reconhece que "ela coincidiu com tempos em que, provavelmente, não havia verba suficiente para terminar o projecto" pelo que conclui o médico foi" a decisão possível naquele momento".

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.