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Misericórdias querem mais comparticipação do Estado na rede de cuidados continuados

07 nov, 2018 - 16:13 • Teresa Paula Costa

"Estamos a receber setenta euros por dia, por utente", avança o presidente da União das Misericórdias Portuguesas.
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O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, defendeu, esta quarta-feira, em Fátima, a necessidade do aumento da comparticipação do Estado na rede de cuidados continuados.

Manuel Lemos, que participou nas Jornadas de Cuidados Continuados Integrados, diz que o custo por utente, especialmente nas Unidades de Longa Duração, fica muito além daquilo que o Estado paga. "Na Longa Duração, a comparticipação pública não cobre claramente os custos”, garantiu.

Admitindo que “de uma maneira geral, os governantes reconhecem isso”, o presidente da UMP salientou, em declarações à Renascença, que “tem de haver um momento em que o Estado tem de fazer opções".

"Não é nem o Governo A nem o Governo B nem o Governo C, é o Estado português, e é sobre isso que temos de conversar”, enfatizou.

"Neste momento, estamos a receber setenta euros por dia, por utente”, valor manifestamente insuficiente, pelo que “na Longa Duração é preciso um acerto significativo”.

Atualmente, as Misericórdias disponibilizam mais de quatro mil camas para a Rede Nacional de Cuidados Continuados, o que representa cerca de 51% da capacidade desta rede. No entanto, é ainda preciso o dobro das camas.

Com estas jornadas, a UMP proporciona um espaço de partilha de experiências, sendo que vão ser apresentadas boas práticas na área das demências.

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