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CDS-PP quer lançar discussão sobre seguro obrigatório na agricultura

06 nov, 2018 - 16:32

Assunção Cristas lembra que quanto mais pessoas tiverem seguros "mais baratos serão esses seguros e melhores coberturas conseguem ter".
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A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defende que se abra uma discussão sobre um eventual seguro obrigatório para os produtores agrícolas, ressalvando que sendo um custo adicional para os agricultores só poderá existir baixando o preço dos seguros.

Em declarações aos jornalistas em Montemor-o-Velho, durante uma visita a campos de milho que foram destruídos, na zona do Baixo Mondego, pela tempestade Leslie, Assunção Cristas disse que a discussão sobre um eventual seguro obrigatório terá de ser colocada "em cima da mesa" a prazo.

"Há um problema desde logo: é um custo adicional para os agricultores e portanto não se pode fazer isso sem, ao mesmo tempo, baixar muito o preço dos seguros, nomeadamente através do apoio comunitário dos fundos europeus do PDR 2020 e, de hoje para amanhã, doutro programa", argumentou a líder centrista.

"Uma coisa sem a outra não é viável, porque isso penalizaria os agricultores, sem que eles conseguissem, depois, prosseguir a sua atividade", avisou.

Assunção Cristas enfatizou que quanto mais pessoas tiverem seguros "mais baratos serão esses seguros e melhores coberturas conseguem ter", podendo, no futuro, evoluir-se para um sistema de seguros "cada vez mais eficaz", financiado por fundos europeus, experiência que disse ter sido iniciada pelo Governo anterior e que retrocedeu com o atual Governo.

"É preciso aqui que o Governo não dê passos atrás, como infelizmente deu, quando retirou uma parte do cofinanciamento dos fundos comunitários. Pelo contrário, é preciso que se empenhe em estabelecer mais coberturas adicionais, em negociar com as seguradoras, em conseguir ter melhores condições", alegou Assunção Cristas, defendendo que o Governo "insista e aprofunde esse caminho".

Durante a visita de hoje, Armindo Valente, presidente da cooperativa agrícola de Montemor-o-Velho, estimou em 10 a 15 milhões de euros os prejuízos causados pela tempestade de 13 de outubro nas culturas do Baixo Mondego, revelando que foram afetados cerca de seis mil hectares de milho e 300 de arroz e entre seis a sete mil agricultores.

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  • António dos Santos
    07 nov, 2018 13:44
    Esta palhaça não nos deixe de surpreender!!!! Quando esteve como uma porcaria de ministrazinha da agricultura, porque não tomou esta iniciativa. está na altura de parar de ser uma parva convulsiva.