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Web Summit. Altice vai ter “espiões” no recinto para combater hackers

04 nov, 2018 - 22:20

Empresa chama-lhes "pivôs descaracterizados".
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O presidente executivo da Altice Portugal lembra que a preparação da operadora de telecomunicações, parceira tecnológica da Web Summit, começou há mais de três meses e envolveu 160 profissionais em permanência.

"Aqui, naquilo que nós designamos de 'war room', sala de guerra, que está aqui presente na FIL, mas também na réplica em Picoas", vão implicar "cerca de 100 profissionais que vão estar a trabalhar 24 horas por dia durante estes quatro dias" - desde segunda-feira a quinta-feira, acrescentou o gestor.

Estes profissionais intervêm desde a rede fixa de fibra ótica, como rede móvel, que foi reforçada, como 'wifi'.

Alexandre Fonseca sublinhou a complexidade e o grau de exigência recordando que no ano passado, nos três dias do evento, houve 50 mil dispositivos ligados em simultâneo, ou seja, mais de 150 mil conexões no total, sendo que foi transacionado na rede 'wifi' 45 terabytes, mais sete terabytes nas redes móveis.

"Em 2017 dois milhões e 100 mil sessões do 'wifi' foram estabelecidas em três dias", afirmou Alexandre Fonseca, reiterando que a Web Summit tem a "maior densidade de conexões 'wifi' a nível global".

Relativamente à cibersegurança, o gestor disse que essa é uma das áreas em que a operadora está focada durante o evento e que conta com "equipas de engenharia de segurança nas Picoas", mas também, para prevenir qualquer tipo de situação, vai ter "pivôs descaracterizados que vão andar no chão da feira a tentar encontrar situações de utilização anormal das redes que estão disponíveis".

A Web Summit decorre de segunda a quinta-feira em Lisboa.

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