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Área ardida diminuiu em 2018. Consumidos 43.532 hectares e detidas 149 pessoas

25 out, 2018 - 07:02

Balanço do Ministério da Administração Interna é apresentado esta quinta-feira.
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O número de incêndios diminuiu este ano 43% em relação à média da última década e a área ardida baixou 69%, indica um balanço de 2018 do Ministério da Administração Interna (MAI).

Estes dados vão ser divulgados, esta quinta-feira, durante um briefing operacional de "balanço dos incêndios rurais de 2018" que se realiza na Tapada Nacional de Mafra, antes da realização do Conselho de Ministros.

O balanço, a que a agência Lusa teve acesso, adianta que este ano foram detidas 149 pessoas e identificados 805 suspeitos pelo crime de incêndio florestal, além de se terem registado 336 contraordenações devido a queimadas e 621 devido a queima de sobrantes e realização de fogueiras.

Este ano foram também levantados 7.549 autos de contraordenação pela não limpeza de terrenos no âmbito do sistema de defesa da floresta contra incêndios.

O balanço do MAI precisa que para a redução de ignições em 43% face à média dos dez anos anteriores terá contribuído "a aposta na sensibilização da população, a implementação dos programas 'Aldeia Segura' e 'Pessoas Seguras', o reforço das vigilância, patrulhamento florestal e fiscalização através do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) e Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR".

Os incêndios florestais consumiram este ano 43.532 hectares, significando uma redução em 69% relativamente à média dos dez anos anteriores.

O MAI atribuiu esta redução ao reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR)e ao desempenho dos agentes de proteção civil, destacando os bombeiros.

Sistema funcionou sem constrangimentos

Segundo o MAI, as soluções de redundância da rede SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) "revelaram-se eficazes e o sistema funcionou sem constrangimentos".

"O SIRESP atualmente dispõe de sistemas satélite que garantem o funcionamento do sistema mesmo com comprometimento da rede de transmissão e 18 geradores que são projetados sempre que uma estação base passe a ser alimentada por baterias", refere o MAI.

Este ano acabaram as fases de combate a incêndios, passando a existir um dispositivo permanente composto por elementos dos GIPS da GNR, Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nos corpos de bombeiros, Força Especial de Bombeiros e Equipas de Sapadores Florestais e dez meios aéreos ao longo de todo.

Com um aumento de 79 EIP e de 600 elementos na GNR (500 para o GIPS e 100 para o SEPNA), o DECIR contou este ano, no período de maior reforço de meios e considerado de maior risco de incêndio, com mais 1.027 operacionais e sete meios aéreos.

No âmbito da prevenção, o MAI destaca a criação de uma linha de crédito de 50 milhões de euros destinada às autarquias locais que executaram ações de gestão de combustível em substituição dos proprietários, o sistema de aviso por mensagem de telemóvel e a instalação de 32 novas câmaras de videovigilância florestal, além da criação dos programas 'Aldeias Seguras' e 'Pessoas Seguras'.

Segundo o MAI, o programa 'Aldeias Seguras', que visa promover a proteção de aglomerados populacionais e de proteção florestal, envolve atualmente 1.630 aglomerados, estando designados 1.630 oficiais de segurança, foram elaborados 720 planos de evacuação e identificados 1.310 locais de abrigo e refúgio.

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