A+ / A-

UGT exige reformas sem penalizações para quem tiver 40 anos de descontos

21 out, 2018 - 17:59

Carlos Silva para apelar à participação na greve da Administração Pública que está convocada para o dia 26.
A+ / A-

O secretário-geral da UGT promete luta se não se der a reforma sem penalizações a quem tiver 40 anos de descontos.

No encerramento do 12.º congresso da Federação Nacional da Educação (FNE), Carlos Silva reafirma a posição da central sindical.

“Há para aí essa confusão das aposentações e das reformas. Nós mantemos a nossa tese: quem tem 60 anos de idade e 40 de descontos tem direito a ir para a reforma sem qualquer penalização. Ponto final. Se o governo se atrever a tratar de forma desigual um trabalhador que faça 61 anos e cumpra 40 anos e tiver de gramar até aos 66 anos, nós vamos para a rua e vamos dizer ‘Não, não é aceitável’”, disse.

Aproveitou ainda a oportunidade para apelar à participação na greve da Administração Pública que está convocada para o dia 26, sublinhando que "há muito tempo que todas as organizações sindicais não estavam unidas, imbuídas do mesmo espírito de unidade".

"Temos de estar todos na rua, remos de dar um sinal ao país, temos de dizer que não desistimos. Temos que dizer os trabalhadores em primeiro lugar, e depois a política, e depois o FMI [Fundo Monetário Internacional], e depois a Comissão Europeia e depois o dinheiro. Primeiro, as pessoas. É para isso que nós cá estamos", afirmou.

O líder sindical desafiou o primeiro-ministro a cumprir as expectativas criadas aos professores, no sentido da contagem integral do tempo de carreira, defendendo que o Governo deve fazer investimentos públicos sem tirar dinheiro aos docentes.

"António Costa olha para os trabalhadores, olha para as expectativas e cumpre-as. É isso que se faz em política", afirmou.

No seu discurso, Carlos Silva disse que, neste momento, "há um clamor intenso" em Portugal, almejando por um conjunto de expectativas que foram criadas pelo Governo que está em funções, dizendo que "não deixava cair os professores".

"Onde é que estão aqueles que defenderam que não deixavam cair os professores? Onde é que estão? Esses, porventura, por calendário político-partidário, talvez tenham deixado cair os professores, mas nós não os deixamos cair", garantiu.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • otário
    21 out, 2018 Coimbra 19:47
    É próprio desta espécie, deixou agora de hibernar e trás alguma na manga. Igual ao seu antecessor que só têm lixado quem trabalha, porque estes não sabem o que é trabalho. Fico por aqui que tenho de ir vomitar.