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Augusto Santos Silva diz que demissão “enobrece Azeredo”

13 out, 2018 - 15:55

Questionado sobre a possibilidade de vir a assumir a coordenação do ministério, Santos Silva disse que não faria mais comentários sobre o tema.
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu este sábado que a demissão do Ministro da Defesa Nacional "enobrece" o próprio e recusou adiantar mais comentários sobre a solução futura para aquela pasta governamental, remetendo decisões para o primeiro-ministro.

"Só tenho a dizer que é um gesto que enobrece o professor Azeredo Lopes que, na minha opinião, foi um bom ministro da Defesa e, além de mais, é um amigo e colega de há muitos anos", disse Augusto Santos Silva, à margem de um ciclo de conferências, organizado pelo PS, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Questionado sobre a possibilidade de vir a assumir a coordenação do ministério - posto ministerial que Santos Silva já ocupou - o ministro disse que não faria mais comentários sobre o tema.

"Como sabe, a composição do Governo é uma decisão do primeiro-ministro, que faz as propostas que entende ao Presidente da República. Não tenho nada a dizer sobre o assunto. É uma competência do primeiro-ministro. Tem de perguntar ao primeiro-ministro", disse.

Colocado perante a hipótese de o presidente do PS e líder parlamentar socialista, Carlos César, vir a ocupar a vaga de Azeredo Lopes, o membro do Governo repetiu: "também não tenho nenhum comentário a fazer sobre isso".

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, demitiu-se na sexta-feira para, segundo este, evitar que as Forças Armadas (FA) sejam "desgastadas pelo ataque político" e pelas "acusações" de que disse estar a ser alvo.

"Não podia, e digo-o de forma sentida, deixar que, no que de mim dependesse, as mesmas FA fossem desgastadas pelo ataque político ao ministro que as tutela", referiu Azeredo Lopes, na carta enviada ao primeiro-ministro e a que a agência Lusa teve acesso.

O ministro cessante voltou a negar que tenha tido conhecimento, "direto ou indireto, sobre uma operação em que o encobrimento se terá destinado a proteger o, ou um dos, autores do furto".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou a exoneração de Azeredo Lopes e aguarda a proposta de um sucessor no cargo por parte do primeiro-ministro, António Costa.

Comentários
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  • FERNANDO MACHADO
    16 out, 2018 PORTO 14:46
    A POPULAÇÃO DE PORTUGAL É ESTIMADA EM CERCA DE DEZ MILHÕES. GOSTAVA DE SABER QUANTOS CONHECEM SANTOS SILVA, AZEREDO LOPES E OUTROS MINISTROS.
  • Helena Matos
    15 out, 2018 Coimbra 02:46
    Mas onde é que esta criatura vê a nobreza do amigalhaço? Este resolveu dar uma de vivo da silva. Vai daí, sai-se com esta "pérola". O Azeredo saiu tarde e más horas pq já lá não andava a fazer nada há mto tempo. Ele que nem sabia se as armas existiam no paiol, não sabia se tinha havido roubo, não sabia da farsa do aparecimento das ditas, nao sabia da conversa no gabinete do adjunto... Ainda q mal pergunte: mas o que é que o homem sabia, benza-o Deus? Entregar a pasta da Defesa a um fulano q não sabe nada nem quer saber tem vários nomes e nenhum é bonito: azelhice, incompetência, falta de autoridade, é só escolher. O pesadelo para todos nós foi o Costa ter aguentado a personagem até agora. E sempre a ssiobiar pro lado e a dizer q não o demitia pq ele era um ativo importante. Viu-se na volta.
  • Manuel
    13 out, 2018 Valadares-V.N.Gaia 16:16
    Enobrece o quê? Se ficar provado que já sabia dos documentos peca por tardio. A classe politica é assim demissão e ser politico a culpa termina aqui. O pior é que este senhor pode vir a ser constituído arguido . Mas vamos ver os próximos capitulos