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PS. “Forças Armadas não são suscetíveis de querelas político-partidárias"

12 out, 2018 - 21:20

Ana Catarina Mendes reage à demissão de Azeredo Lopes, do cargo de ministro da Defesa.
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A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, considera que as "Forças Armadas não são nem devem ser suscetíveis de querelas político-partidárias", manifestando respeito pela decisão de Azeredo Lopes de se demitir do cargo de ministro da Defesa.

"O senhor ministro da Defesa entendeu não ter condições para continuar a exercer o cargo e o PS respeita a sua decisão, mas quero aqui sublinhar, como sempre, que o PS sempre defendeu o respeito pelas Forças Armadas e o respeito pelo funcionamento das instituições", defendeu Ana Catarina Mendes, em declarações à agência Lusa.

Para o PS, "as Forças Armadas não são nem devem ser suscetíveis de querelas político-partidárias".

"Devem ter a serenidade para poder chegar ao fim esta investigação e devem ser funcionar tranquilamente. É isso que nós desejamos", sublinhou.

Na opinião da secretária-geral adjunta do PS, é preciso "aguardar pelo resultado das investigações em curso" em relação ao furto das armas de Tancos, defendendo que "as funções de soberania exigem recato e devem estar acima de disputas político-partidárias".

"As Forças Armadas devem ter condições para funcionar e exercer as suas funções ao serviço do Estado de direito democrático e de Portugal. É mesmo isso que o PS espera, que todos deverão saber compreender nesta altura", insistiu.

Ana Catarina Mendes destacou que Azeredo Lopes, na sua carta de demissão endereçada ao primeiro-ministro, justificou a sua decisão com a necessidade de "proteger as Forças Armadas".

"Confiamos no senhor primeiro-ministro e no Governo para encontrar o nome, que a seu tempo se saberá. Em momento algum se pôs em causa a honorabilidade e o respeito pelas Forças Armadas e é isso que continuará a acontecer com o PS", respondeu, quando questionada sobre o sucessor do ministro demissionário.

Sobre o momento escolhido para a demissão, Ana Catarina Mendes considerou que "todos têm consciência das responsabilidades", afirmando que "um Orçamento do Estado que está a ser preparado deve continuar a ser conduzido com a serenidade com que tem sido conduzido".

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, demitiu-se esta sexta-feira do Governo para evitar que as Forças Armadas sejam "desgastadas pelo ataque político" e pelas "acusações" de que disse estar a ser alvo por causa do processo de Tancos, segundo a carta enviada ao primeiro-ministro, António Costa, e a que a agência Lusa teve acesso.

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições, tendo sido anunciada a sua recuperação em outubro, na Chamusca, distrito de Santarém.

A Polícia Judiciária deteve, em 25 de setembro, no âmbito da Operação Húbris, que investiga o caso da recuperação das armas furtadas em Tancos, o diretor e outros três responsáveis da Polícia Judiciária Militar, um civil e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé.

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decretou prisão preventiva para o diretor da Polícia Judiciária Militar, Luís Vieira, e para o civil.

No dia em foram conhecidas estas detenções, o CDS anunciou a criação de uma comissão parlamentar de inquérito, que vai ser discutida na Assembleia da República em 24 de outubro e votada dois dias depois, tendo a sua aprovação garantida.

Comentários
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  • FERNANDO MACHADO
    16 out, 2018 PORTO 14:48
    TENHA JUÍZO MENINA CATARINA E VÁ VENDER BANHA DA COBRA PARA A SUA RUA....
  • 13 out, 2018 12:55
    Minha senhora, este CASO é muito mais GRAVE do que QUERELAS POLÍTICAS. Sabe porquê? Porque muitos e muitas que habitam na POLÍTICA não conhecem o PAÍS. Não vou ser eu, aqui e agora, a demonstrar-lhe o que estou a dizer. Para lhe aguçar a CURIOSIDADE, basta dizer que MEIA DÚZIA de OP (ex. LAMEGO ) nesta altura faziam mais ESTRAGOS do que aquilo que possam imaginar. Neste PAÍS tão pequeno são mais os GENERAIS e CORONEIS do que MILITARES.
  • Helena Matos
    13 out, 2018 Coimbra 12:38
    Esta fulana mete dó. É a estafeta do PS qdo as trapalhadas acontecem. Mandam-na botar faladura e ela obedece, claro. Não, q o tacho é bom e não há q discutir "minudências" como isto das armas de Tancos. O ex ministro até dizia q se calhar nem tinha havido roubo. Quer dizer: a criatura q estava à frente da Defesa das coisas nem sequer sabia se ou qtas coisas existiam. Depois, chatice, as armas dão em aparecer. Pelo meio, o patrão Costa até chegou a dizer q "o ministro não tem de estar à porta do paiol". Pelos vistos provou mesmo q não pode lá estar: o homem nunca viu nem vê nada, nao sabe se existia lá alguma coisa, não sabe o que é q os adjuntos andam a fazer, os adjuntos não lhe passam cartão e ele espera este tempo todo para ir à vida. Temos a Defesa do país entregue a gente q não sabe defender o próprio quintal. Para filme cómico o enredo é bom. Para ser verdade, a coisa é trágica.
  • Pereira
    12 out, 2018 Prado 22:49
    Está deve pensar que os outros são burros! O senhor ministro saiu quando deu mais jeito ao PS. Que melhor uma novela cor de rosa em vésperas da aprovação do OE? Menina Catarina, vá ver se está a chover!