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​Rádios cristãs europeias reunidas em Lisboa

10 out, 2018 - 17:15 • Ângela Roque

25º encontro decorre até sexta-feira, e tem a Renascença como anfitriã. Edição deste ano inclui a atribuição de um novo prémio que vai distinguir a melhor iniciativa de rádio em 2018, entre as que constituem a CERC.
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É a terceira vez que Portugal acolhe o encontro anual da Conferência Europeia das Rádios Cristãs (CERC). A primeira vez foi em 1998, a segunda em 2012. “Os encontros são anuais e vão correndo os vários países, desta vez seremos nós a acolher os trabalhos”, explica Isabel Figueiredo, representante do Grupo Renascença Multimédia naquele organismo europeu.

Entre as várias rádios que integram a CERC estão em Portugal representantes da rádio Proglas (República Checa), da Cope ( Espanha), da Corallo (Itália), da Lumen (Eslováquia), da RCF (França) e da Szent István Rádió (Hungria). “São no total 19 participantes, tirando os portugueses. E vem também um representante do novo Dicastério para a Comunicação, do Vaticano”, conta Isabel Figueiredo, sublinhando que neste momento todas as rádios que integram o grupo são católicas. “A CERC quando se constituiu tinha uma dimensão assumidamente cristã, recebeu e acolheu rádios de outras confissões religiosas, como os protestantes e os ortodoxos. Lembro-me, por exemplo, da Rússia fazer parte. Mas, hoje em dia são de facto todas católicas”.

Durante o ano as várias rádios da CERC mantêm-se em contacto. “Por vezes pedem ajuda umas às outras, como aconteceu durante as comemorações do centenário de Fátima, várias rádios pediram a ajuda de Portugal no sentido de participarmos nas emissões”. Mas , o encontro anual é o mais importante. “É quando se reúnem os responsáveis pelos conteúdos religiosos das rádios, para trocar ideias experiencias, e refletir sobre temas que considerem pertinentes”.

Este ano as rádios vão refletir sobre os desafios que a era digital trouxe a quem nelas trabalha. “É uma preocupação de todas, da Renascença também”, diz. De resto, um dos principais painéis do encontro será dedicado, na manhã de quinta-feira, à experiência da emissora católica portuguesa na transformação digital que iniciou há já alguns anos.

Melhor iniciativa de rádio vai ter um prémio

Novidade na edição deste ano vai ser a atribuição, pela primeira vez, do prémio “Jean Jacques Gardette”, pensado para distinguir a melhor iniciativa de rádio que tenha havido em 2018, entre as várias que constituem a CERC.

“Vai ser atribuído pela primeira vez este ano em Portugal. Convidámos todas as rádios a trazerem a este encontro algum dos seus produtos, pode ser uma reportagem, um programa, uma cobertura especial de um acontecimento que tenham feito, um trabalho de rádio que se possa apresentar a todas as outras e seja emblemático daquilo que a rádio faz”, diz Isabel Figueiredo.

O nome do prémio é o de um antigo colaborador da Conferência Europeia das Rádios Cristãs. “Neste tipo de associações há sempre figuras emblemáticas, e na CERC havia o Jean-Jacques Gardette, da rádio RCF, de França, que cuidava da parte das contas e fazia isso de forma gratuita. Morreu de forma súbita, e nós, que já tínhamos esta ideia de se criar um prémio para trabalhos de rádio, todos concordámos que devia ter o seu nome”.

A candidatura vencedora do prémio será anunciada no final deste encontro anual da CERC, que termina sexta-feira, 12 de outubro, dia em que os participantes serão recebidos pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

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  • Juca
    10 out, 2018 Leiria 22:02
    A RR deveria ter vergonha de dizer que é a emissora católica portuguesa. No dia 4 de outubro a RR preferiu transmitir um jogo de futebol em vez do rosário. Vergonha!